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quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Substantivos: Teoria e Exemplos

Substantivos: Teoria e Exemplos

 

Definição

Os substantivos são uma das partes fundamentais da gramática e são palavras que nomeiam pessoas, objetos, lugares, ideias ou sentimentos. Eles podem ser concretos, quando se referem a algo que pode ser percebido pelos sentidos (como "cadeira" ou "flor"), ou abstratos, quando nomeiam algo que não pode ser tocado ou visto, mas é conhecido pela mente ou sentimentos (como "amor" ou "liberdade").

 

Tipos de Substantivos

1. Substantivos Comuns: Nomeiam seres ou coisas de forma genérica. Exemplos: "livro", "cidade", "animal". Exemplo: O livro está em cima da mesa. ("livro" é um substantivo comum porque se refere a qualquer livro, não a um específico).

2. Substantivos Próprios: Nomeiam seres ou coisas de forma específica e, geralmente, começam com letra maiúscula. Exemplos: "São Paulo", "Maria", "Amazonas".  Exemplo: Maria é uma estudante dedicada. ("Maria" é um substantivo próprio porque refere-se a uma pessoa específica).

3. Substantivos Concretos: Nomeiam coisas que existem fisicamente e podem ser percebidas pelos sentidos. Exemplos: "carro", "árvore", "cachorro". Exemplo: O carro é vermelho. ("carro" é um substantivo concreto porque é algo que pode ser visto e tocado).

4. Substantivos Abstratos: Nomeiam ideias, sentimentos ou estados que não têm existência física. Exemplos: "amizade", "beleza", "tristeza". Exemplo: A amizade é importante na vida. ("amizade" é um substantivo abstrato porque se refere a um sentimento que não pode ser tocado ou visto).

5.Substantivos Coletivos: Nomeiam um grupo de seres ou coisas da mesma espécie. Exemplos: "cardume" (grupo de peixes), "rebanho" (grupo de animais). Exemplo: O cardume de peixes nadava pelo rio. ("cardume" é um substantivo coletivo porque se refere a um grupo de peixes).



Função dos Substantivos na Frase

Os substantivos desempenham diversos papéis nas frases, como sujeito, objeto direto, objeto indireto, e complemento.

Sujeito: O substantivo pode ser o sujeito da ação em uma frase.

Exemplo: O cachorro corre no parque. ("O cachorro" é o sujeito da frase).

 

Objeto Direto: O substantivo pode funcionar como objeto direto, recebendo a ação do verbo diretamente.

Exemplo: Ele comprou um livro. ("Um livro" é o objeto direto da ação de comprar).

 

Objeto Indireto: O substantivo pode funcionar como objeto indireto, recebendo a ação do verbo de forma indireta, geralmente precedido por uma preposição.

 Exemplo: Ela deu o presente aos amigos. ("Aos amigos" é o objeto indireto da ação de dar).

 

Complemento: O substantivo pode completar o sentido de outros elementos da frase, como adjetivos ou verbos.

Exemplo: O filme foi uma maravilha. ("Maravilha" é o complemento que qualifica o substantivo "filme").

 

Exemplos Adicionais

 

1. **Substantivo Comum**: A **escola** está fechada.

2. **Substantivo Próprio**: **João** vai ao cinema.

3. **Substantivo Concreto**: A **mesa** é feita de madeira.

4. **Substantivo Abstrato**: **Felicidade** é contagiante.

5. **Substantivo Coletivo**: O **exército** marchou pela cidade.

 

Os substantivos são essenciais na construção de frases e na comunicação, fornecendo as bases para nomear e descrever o mundo ao nosso redor.


quarta-feira, 25 de novembro de 2020

ARTIGOS DEFINIDOS E INDEFINIDOS

 

ARTIGOS DEFINIDOS E INDEFINIDOS

Os artigos definidos e indefinidos são tipos de artigos. Lembre-se que os artigos são palavras que vêm antes do substantivo, determinando seu número (singular ou plural) e seu gênero (feminino ou masculino).

 

Artigo definido

Os artigos definidos (o, a, os, as) definem ou individualizam, de forma precisa, os substantivos, seja uma pessoa, objeto ou lugar.

Artigo Definido

Gênero

Número

o

masculino

singular

a

feminino

singular

os

masculino

plural

as

feminino

plural

 

Exemplos:

§  O garoto foi jantar na casa dos pais.

§  Ganhamos a bicicleta que esperávamos.

§  Luísa aproveitou para rever os amigos.

§  As meninas foram viajar.

 

ATENÇÃO: Em todos os exemplos, podemos notar a precisão de tais pessoas ou objetos pelo emprego correto do artigo definido. Isso porque ele determina de maneira exata o substantivo em questão: o garoto, a bicicleta, os amigos e as meninas. Assim, fica claro que o artigo definido indica de modo particular o substantivo já conhecido. Note que estes estão presentes no texto ou no pensamento do locutor (emissor, autor) ou do interlocutor (receptor, ouvinte).

 

Artigo indefinido

Os artigos indefinidos (um, uma, uns, umas) determinam de maneira vaga, indeterminada ou imprecisa, uma pessoa, objeto ou lugar ao qual não se fez menção anterior no texto.

Artigo Indefinido

Gênero

Número

um

masculino

singular

uma

feminino

singular

uns

masculino

plural

umas

feminino

plural

 

Exemplos:

 

§  Um dia iremos nos encontrar.

§  Uma certa tarde saímos para caminhar.

§  Joana convidou para a festa uns amigos estrangeiros.

§  Comprei umas camisas para seu aniversário.

 

ATENÇÃO: Note que em todos os exemplos acima, não está definindo qual objeto, pessoa ou lugar. Nos dois primeiros exemplos, não está identificado “qual o dia” ou “qual a tarde” em que o evento ocorre.Da mesma maneira, Joana não especifica “quais amigos” ela convidará para a festa. Por fim, “umas camisas” corresponde a uma ideia vaga de “quais camisas” são essas.

Cuidado para não confundir o artigo indefinido “um” com o numeral “um”, pois o numeral é uma palavra utilizada para indicar quantidade.

 

 

 

 

 


quinta-feira, 17 de setembro de 2020

PARA EU OU PARA MIM?

 



                                             USO CORRETO DO “PARA EU”:

Minha mãe comprou novos brinquedos para eu brincar.

Façam silêncio para eu falar!

Nos dois exemplos acima, o pronome pessoal do caso reto “eu” foi empregado antes dos verbos “brincar” e “falar”, que estão na forma nominal infinitivo. A dica é: antes de um verbo que expresse uma ação, o sujeito será o “eu”, não o “mim”, mesmo porque eu faço e não mim faz.


USO CORRETO DO “PARA MIM”:

Para mim, jogar bola é mais divertido do que jogar videogame.

Será que você pode comprar um chocolate para mim?

Nos dois exemplos acima, o pronome oblíquo tônico “mim” está precedido por uma preposição, no caso, “para”. Lembre-se de que o “mim” não pode ser empregado antes de um verbo que indique ação, mesmo porque o “mim” não pode ser sujeito nessa situação.

Existe uma construção em que o “mim” aparece antes de um verbo, por exemplo: “Para mim, jogar futebol é uma terapia”. Mas você deve ter observado que existe uma pausa, provocada pelo uso da vírgula, antes do verbo “jogar”, situação em que o “mim” é permitido.

Viu só? Nem é tão complicado assim! Agora que você já sabe, fique atento ao uso correto dos termos estudados e bons estudos!





quarta-feira, 24 de junho de 2020

O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS


O PROCESSO DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

 

Como você definiria o que é uma palavra?

 

Na língua portuguesa, uma palavra (do latim parábola, que por sua vez deriva do grego translit. parabolé) pode ser definida como sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente com a ideia associada a este conjunto. A função da palavra é representar partes do pensamento humano, e por isto ela constitui uma unidade da linguagem humana.

 

Em Língua Portuguesa, em função da estruturação e origem das palavras, pode-se chegar à seguinte divisão:

 

Palavras primitivas – não derivam de outras (casa, flor)
Palavras derivadas –
 derivam de outras (casebre, florzinha)
Palavras simples
 – só possuem um radical (couve, flor)
Palavras compostas
 – possuem mais de um radical (couve-flor, aguardente)

 

Apesar da definição supra, não existe uma designação técnica suficientemente precisa para "palavra", já que nem sempre é possível delimitá-la: por exemplo, pode haver "palavras dentro de palavras", como em beija-flor. Ainda, a intuição pode não ser recurso suficiente para tal delimitação, já que nem sempre a ideia (o aspecto semântico) coincidirá com a escrita (o aspecto gráfico): é o caso, por exemplo, de "de repente" e "depressa".

Quando nos referimos à palavra enquanto um conjunto de letras, ela é parte da linguagem escrita ou gráfica. Quando nos referimos à palavra enquanto um conjunto de sons, ela é parte da linguagem falada ou glótica. Em ambos os casos, este é o denominado aspecto externo ou representação material da palavra, e a este aspecto externo, material, damos o nome de vocábulo.

Quando nos referimos à palavra enquanto índice da ideia que ela representa (ou seja: quando falamos do sentido por trás da palavra escrita ou falada), estamos nos referindo ao aspecto interno ou representação imaterial da palavra, e a este aspecto interno, imaterial, damos o nome de termo.

É por isto que o correto é "explicar bem um termo", não "explicar bem um vocábulo". Do mesmo modo, o correto é "pronunciar bem um vocábulo", não "pronunciar bem um termo".

As palavras podem ser combinadas para criar frases.

Uma palavra também pode ser definida como sendo um conjunto de morfemas. Contudo, embora na língua escrita a demonstração deste conceito seja relativamente simples (e em muitos sistemas de escrita as palavras sejam delimitadas por espaços entre si), há idiomas que não usam divisores de palavras. É o caso do sânscrito (  ).

Além disto, em antigos manuscritos latinos (e japoneses em que o uso do kanji era frequente) o uso de delimitadores de palavra era optativo.

 

O QUE SÃO MORFEMAS?

Em morfologia, um morfema (gramatical) é um monema dependente, isto é, o fragmento mínimo capaz de expressar significado ou a menor unidade significativa que se pode identificar.  É um constituinte morfológico. 

As palavras, ao contrário do que pode parecer, não correspondem às menores unidades gramaticais da língua. Uma palavra pode ser constituída pela combinação de três elementos menores:

1.   Radical: parte comum que contém o significado da palavra

Exemplo: CANTar (radical: cant)

 

2.   Prefixo: partículas que vêm antes do radical.

Exemplo: INfeliz  (prefixo :in)

 

3.   Sufixo: partículas quem vêm depois do radical.

Exemplo: felizMENTE  (sufixo: mente)

 

4.   Desinência : indica flexões das palavras variáveis.

Exemplo:

Amigo: (desinência nominal de gênero masculino=o)

Amiga: (desinência nominal de gênero Feminino=a)

Amigos: (desinência nominal de número singular/plural= s)

 

5.   Vogal temática: A vogal temática é um morfema cuja função essencial é ligar o radical às desinências que formam as palavras. Essa junção constitui o tema (radical + vogal temática)

 

Vogais temáticas nominais

 

Quando são átonas e se encontram no final das palavras, as vogais /A/, /E/ e /O/ são consideradas nominais. As vogais temáticas nominais juntam-se à desinência indicadora de plural.

Exemplos:

·         Mesas

·         Postos

·         Casas

Fique atento:

·         Não apresentam vogal temática as palavras terminadas em vogais tônicas (cajá, olé, bobó).

·         As vogais temáticas não devem ser confundidas com as desinências indicadoras de gênero (feminino [gata] e masculino [gato]). Será desinência quando a palavra tiver as versões feminina e masculina.

·         Com alguns substantivos não sofrem flexão de gênero, como podemos observar nas palavras “igreja” (não existe a palavra “igrejo”) e “supermercado” (não existe a palavra “supermercada”), logo, em igreja o “a” será vogal temática e em supermercado o “o” será a vogal temática, e não desinência.

 

Vogais temáticas verbais

 

Na Língua Portuguesa, existem três grupos de conjugações verbais, sendo a primeira marcada pela Vogal Temática –A, a segunda é marcada pela Vogal Temática –E, e a terceira, pela Vogal Temática –I.

Observe os exemplos abaixo:

Primeira conjugação – AR

·         amar

·         ensinar

·         voar

Segunda conjugação – ER

·         comer

·         saber

·         viver

Terceira conjugação – IR

·         parir

·         decidir

·         ouvir

 

Existem dois processos responsáveis por criar palavras: a composição e a derivação. Ou seja, a partir de  palavras primitivas como pedra, novo e mar podemos criar pedreira, novinho e marinha.

 

PROCESSOS BASICOS DE FORMAÇÃO DE PALAVRAS

1-    DERIVAÇÃO:

a)    Derivação por prefixação: acréscimo de prefixo ao radical.

Exemplo> desligar, infeliz, incapaz

 

b)    Derivação por sufixação: acréscimo de um sufixo após o radical.

Exemplo> idealizar, atuação

 

c)    Derivação por prefixação e sufixação: acréscimo de prefixo e sufixo ao radical.

Exemplo> infelizmente,

 

d)    Derivação parassintética: há o acréscimo de um prefixo e um sufixo ao radical, mas, diferente da derivação por prefixação e derivação, a palavra fica sem sentido se retirarmos  qualquer um dos dois.

Exemplo> esfriar , amaciar  (não faz sentido dizer friar ou esfri, ou, amaci ou maciar. É preciso que o prefixo e o sufixo estejam unidos para ter sentido).

 

e)    Derivação regressiva: acontece quando, a partir de um verbo, é possível formar um substantivo abstrato.

Exemplo> comprar : compra       /      embarcar: embarque

 

f)    Derivação imprópria: também chamada de conversão, é um tipo de derivação que acontece pela mudança de classe gramatical da palavra. Pode ser através da substantivação de um verbo, ou pela conversão de um adjetivo em um advérbio, etc.

Exemplo:

 verbo: Viver é muito bom.

           Substantivo: O nosso viver não deve ser compartilhado com ninguém.

          Adjetivo: O nosso amigo é alto.

          Advérbio : Ele falava muito alto.

 

2-   COMPOSIÇÃO:

a)    Por justaposição: união de duas palavras sem perda de sua autonomia fonética, ou seja, tanto a grafia quanto o som das palavras são preservados.

Exemplo:  guarda-chuva, quinta-feira, girassol, etc.

 

b)   Por aglutinação: união de duas palavras ocasionando perda fonética e mudança  na grafia.

Exemplo:

Planalto (plano+alto)

Embora (em+boa+hora)

Boquiaberta (boca+aberta)

 

 

 

EM RESUMO :

 

Palavra: GOVERNÁVAMOS

Radical: GOVERN

Vogal temática: A

Desinência indicativa de modo e tempo verbal: VA

Desinência indicativa de número e pessoa: mos


Substantivos: exercícios

  Exercícios 1.     Leia as frases abaixo e sublinhe todos os substantivos. Depois, classifique cada substantivo como comum, próprio, conc...