quinta-feira, 19 de novembro de 2020
quarta-feira, 18 de novembro de 2020
ADJUNTO ADNOMINAL
ADJUNTO ADNOMINAL
É o termo
que determina, especifica ou explica um substantivo.
O
adjunto adnominal possui função adjetiva na oração, a qual
pode ser desempenhada por adjetivos, locuções adjetivas, artigos, pronomes
adjetivos e numerais adjetivos. Veja o exemplo a seguir:
O inovador poeta enviou dois longos
trabalhos ao seu amigo de infância.
Sujeito: o inovador poeta
Predicado:
enviou dois longos trabalhos ao seu amigo de infância
Núcleo do predicado verbal : enviou
Objeto direto: dois longos
trabalhos
Objeto indireto: ao seu amigo de infância
Na
oração acima, os substantivos poeta, trabalhos e amigo são
núcleos, respectivamente, do sujeito determinado simples, do objeto direto e do
objeto indireto. Ao redor de cada um desses substantivos agrupam-se os adjuntos
adnominais:
o artigo"
o" e o adjetivo inovador referem-se a poeta;
o
numeral dois e o adjetivo longos referem-se
ao substantivo trabalhos;
o artigo"
o" (em ao), o pronome adjetivo seu e a
locução adjetiva de infância são
adjuntos adnominais de amigo.
Observe
como os adjuntos adnominais se prendem diretamente ao substantivo a que se
referem, sem qualquer participação do verbo. Isso é facilmente notável quando
substituímos um substantivo por um pronome: todos os adjuntos adnominais que
estão ao redor do substantivo têm de acompanhá-lo nessa substituição.
Por
Exemplo:
O
notável poeta português deixou uma obra
originalíssima.
Ao
substituirmos poeta pelo pronome ele,
obteremos: Ele deixou uma obra originalíssima.
As
palavras o, notável e português tiveram
de acompanhar o substantivo poeta, por se tratar de adjuntos
adnominais. O mesmo aconteceria se substituíssemos o substantivo obra pelo
pronome a. Veja: O notável poeta português deixou-a.
DISTINÇÃO ENTRE ADJUNTO ADNOMINAL E COMPLEMENTO NOMINAL
É
comum confundir o adjunto adnominal na forma de locução adjetiva com
complemento nominal. Para evitar que isso ocorra, considere o seguinte:
a) Somente
os substantivos podem ser acompanhados de adjuntos adnominais;
já os complementos nominais podem ligar-se a substantivos,
adjetivos e advérbios. Assim, fica claro que o termo ligado por preposição a um
adjetivo ou a um advérbio só pode ser complemento nominal. Quando não houver
preposição ligando os termos, será um adjunto adnominal.
b)
O complemento nominal equivale a um complemento verbal, ou seja,
só se relaciona a substantivos cujos significados transitam.
Portanto, seu valor é passivo, é sobre ele que recai a ação. O adjunto
adnominal tem sempre valor ativo. Observe os exemplos: Exemplo 1
: Camila tem muito amor à mãe.
A
expressão "à mãe" classifica-se como complemento nominal,
pois mãe é paciente de amar, recebe a ação de
amar.
Exemplo
2 : Vera
é um amor de mãe.
A
expressão "de mãe" classifica-se como adjunto adnominal,
pois mãe é agente de amar, pratica a ação de
amar.
quinta-feira, 17 de setembro de 2020
REGÊNCIA VERBAL E
REGÊNCIA NOMINAL
A regência verbal e a regência nominal ocorrem entre os diferentes termos de uma oração. Ocorre regência quando há um termo regente que apresenta um sentido incompleto sem o termo regido, ou seja, sem o seu complemento.
O que é regência
verbal?
A regência verbal indica a relação que um verbo (termo regente) estabelece com o seu complemento (termo regido) através do uso ou não de uma preposição. Na regência verbal os termos regidos são o objeto direto (sem preposição) e o objeto indireto (preposicionado).
EXEMPLOS DE REGÊNCIA VERBAL
PREPOSICIONADA
a) assistir a;
b) obedecer a;
c) avisar a;
d) agradar a;
e) morar em;
f) apoiar-se em;
g) transformar em;
h) morrer de;
i) constar de;
j) sonhar com;
k) indignar-se com;
l) ensaiar para;
m) apaixonar-se por;
n) cair sobre.
REGÊNCIA VERBAL SEM PREPOSIÇÃO
Os verbos transitivos diretos apresentam um objeto direto como termo regido, não sendo necessária uma preposição para estabelecer a regência verbal.
Exemplos de regência verbal sem preposição:
a) Você já fez os deveres?
b) Eu quero um carro novo.
c) A criança bebeu o suco.
OBJETO DIRETO: Os deveres, um carro novo, o suco
O objeto direto responde, principalmente, às perguntas o quê? e quem?, indicando o elemento que sofre a ação verbal.
REGÊNCIA VERBAL COM PREPOSIÇÃO
Os verbos transitivos indiretos apresentam um objeto indireto como termo regido, sendo obrigatória a presença de uma preposição para estabelecer a regência verbal.
Exemplos de regência verbal com preposição:
a) O funcionário não se lembrou da reunião.
b) Ninguém simpatiza com ele.
c) Você não respondeu à minha pergunta.
OBJETO INDIRETO: Da reunião, com ele, à minha pergunta.
O objeto indireto responde, principalmente, às perguntas de quê? para quê? de quem? para quem? em quem?, indicando o elemento ao qual se destina a ação verbal.
O que é regência
nominal?
A regência nominal indica a relação que um nome (termo regente) estabelece com o seu complemento (termo regido) através do uso de uma preposição.
EXEMPLOS DE REGÊNCIA NOMINAL
a) favorável a;
b) apto a;
c) livre de;
d) sedento de;
e) intolerante com;
f) compatível com;
g) interesse em;
h) perito em;
i) mau para;
j) pronto para;
k) respeito por;
l) responsável por
REGÊNCIA NOMINAL COM
PREPOSIÇÃO
A regência nominal ocorre quando um nome necessita obrigatoriamente de uma preposição para se ligar ao seu complemento nominal.
EXEMPLOS DE REGÊNCIA NOMINAL COM PREPOSIÇÃO:
a) Sempre tive muito medo de baratas.
b) Seu pai está furioso com você!
c) Sinto-me grato a todos.
COMPLEMENTO NOMINAL: De baratas, com você, a todos.
PREPOSIÇÕES USADAS NA
REGÊNCIA NOMINAL
Também na regência nominal as preposições podem ser usadas na sua forma simples e contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.
As preposições mais utilizadas na regência nominal são, também: a, de, com, em, para, por.
a) Preposição a: anterior a, contrário a, equivalente a,...
b) Preposição de: capaz de, digno de, incapaz de,...
c) Preposição com: impaciente com, cuidadoso com, descontente com,...
d) Preposição em: negligente em, versado em, parco em,...
e) Preposição para: essencial para, próprio para, apto para,...
f) Preposição por: admiração por, ansioso por, devoção por,...
domingo, 24 de maio de 2020
Período
Período é a frase constituída de uma ou mais orações, formando um todo, com sentido completo. O período pode ser simples ou composto.
Período Simples
É aquele constituído por apenas uma oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Exemplos:
O amor é eterno.
As plantas necessitam de cuidados especiais.
Quero aquelas rosas.
O tempo é o melhor remédio.
Período Composto
É aquele constituído por duas ou mais orações.
Exemplos:
Quando você partiu minha vida ficou sem alegrias.
Quero aquelas flores para presentear minha mãe.
Vou gritar para todos ouvirem que estou sabendo o que acontece ao anoitecer.
Cheguei, jantei e fui dormir.
Saiba que: Como toda oração está centrada num verbo ou numa locução verbal, a maneira prática de saber quantas orações existem num período é contar os verbos ou locuções verbais. |
Objetivos da análise sintática
A análise sintática tem como objetivo examinar a estrutura de um período e das orações que compõem um período.
Estrutura de um período
Observe:
Conhecemos mais pessoas quando estamos viajando.
Ao analisarmos a estrutura do período acima, é possível identificar duas orações: Conhecemos mais pessoas e quando estamos viajando.
Oração
Uma frase verbal pode ser também uma oração. Para isso é necessário:
- que o enunciado tenha sentido completo;
- que o enunciado tenha verbo (ou locução verbal).
Por Exemplo:
Camila terminou a leitura do livro.
Atenção: Nem toda frase é oração. Por Exemplo: Que dia lindo! Esse enunciado é frase, pois tem sentido. Esse enunciado não é oração, pois não possui verbo. Assim, não possuem estrutura sintática, portanto não são orações, frases como: Socorro! - Com Licença! - Que rapaz ignorante! |
A frase pode conter uma ou mais orações. Veja:
Brinquei no parque. (uma oração)
Entrei na casa e sentei-me. (duas orações)
Cheguei, vi, venci. (três orações)
Estrutura da frase
As frases que possuem verbo são geralmente estruturadas a partir de dois elementos essenciais: sujeito e predicado.
Isso não significa, no entanto, que tais frases devam ser formadas, no mínimo, por dois vocábulos. Na frase "Saímos", por exemplo, há um sujeito implícito na terminação do verbo: nós.
O sujeito é o termo da frase que concorda com o verbo em número e pessoa. É normalmente o "ser de quem se declara algo", "o tema do que se vai comunicar".
O predicado é a parte da frase que contém "a informação nova para o ouvinte". Normalmente, ele se refere ao sujeito, constituindo a declaração do que se atribui ao sujeito. É sempre muito importante analisar qual é o núcleo significativo da declaração: se o núcleo da declaração estiver no verbo, teremos um predicado verbal (ocorre nas frases verbais); se o núcleo da declaração estiver em algum nome, teremos um predicado nominal (ocorre nas frases nominais que possuem verbo de ligação).
Observe:
O amor é eterno.
O tema, o ser de quem se declara algo, o sujeito, é "O amor". A declaração referente a "o amor", ou seja, o predicado, é "é eterno". É um predicado nominal, pois seu núcleo significativo é o nome "eterno". Já na frase:
Os rapazes jogam futebol.
O sujeito é "Os rapazes", que identificamos por ser o termo que concorda em número e pessoa com o verbo "jogam". O predicado é "jogam futebol", cujo núcleo significativo é o verbo "jogam". Temos, assim, um predicado verbal.
Tipos de Frases
Muitas vezes, as frases assumem sentidos que só podem ser integralmente captados se atentarmos para o contexto em que são empregadas. É o caso, por exemplo, das situações em que se explora a ironia. Pense, por exemplo, na frase "Que educação!", usada quando se vê alguém invadindo, com seu carro, a faixa de pedestres. Nesse caso, ela expressa exatamente o contrário do que aparentemente diz.
A entoação é um elemento muito importante da frase falada, pois nos dá uma ampla possibilidade de expressão. Dependendo de como é dita, uma frase simples como "É ela." pode indicar constatação, dúvida, surpresa, indignação, decepção, etc. Na língua escrita, os sinais de pontuação podem agir como definidores do sentido das frases. Veja:

Existem alguns tipos de frases cuja entoação é mais ou menos previsível, de acordo com o sentido que transmitem. São elas:
a) Frases Interrogativas: ocorrem quando uma pergunta é feita pelo emissor da mensagem. São empregadas quando se deseja obter alguma informação. A interrogação pode ser direta ou indireta.
Você aceita um copo de suco? (Interrogação direta)
Desejo saber se você aceita um copo de suco. (Interrogação indireta)
b) Frases Imperativas: ocorrem quando o emissor da mensagem dá uma ordem, um conselho ou faz um pedido, utilizando o verbo no modo imperativo. Podem ser afirmativas ou negativas.
Faça-o entrar no carro! (Afirmativa)
Não faça isso. (Negativa)
Dê-me uma ajudinha com isso! (Afirmativa)
c) Frases Exclamativas: nesse tipo de frase o emissor exterioriza um estado afetivo. Apresentam entoação ligeiramente prolongada.
- Por Exemplo: Que prova difícil!
É uma delícia esse bolo!
d) Frases Declarativas: ocorrem quando o emissor constata um fato. Esse tipo de frase informa ou declara alguma coisa. Podem ser afirmativas ou negativas.
Obrigaram o rapaz a sair. (Afirmativa)
Ela não está em casa. (Negativa)
e) Frases Optativas: são usadas para exprimir um desejo.
Por Exemplo: Deus te acompanhe!
Bons ventos o levem!
De acordo com a construção, as frases classificam-se em:
Frase Nominal: é a frase construída sem verbos.
Exemplos:
Fogo!
Cuidado!
Belo serviço o seu!
Trabalho digno desse feirante.
Frase Verbal: é a frase construída com verbo.
Por Exemplo:
O sol ilumina a cidade e aquece os dias.
Os casais saíram para jantar.
A bola rolou escada abaixo.
Quais as diferenças entre frase , oração e período?
Frase
Frase é todo enunciado de sentido completo, podendo ser formada por uma só palavra ou por várias, podendo ter verbos ou não. A frase exprime, através da fala ou da escrita:
- ideias
- emoções
- ordens
- apelos
A frase se define pelo seu propósito comunicativo, ou seja, pela sua capacidade de, num intercâmbio linguístico, transmitir um conteúdo satisfatório para a situação em que é utilizada.
Exemplos:
O Brasil possui um grande potencial turístico.
Espantoso!
Não vá embora.
Silêncio!
O telefone está tocando.
Observação: a frase que não possui verbo denomina-se Frase Nominal.
Na língua falada, a frase é caracterizada pela entoação, que indica nitidamente seu início e seu fim. A entoação pode vir acompanhada por gestos, expressões do rosto, do olhar, além de ser complementada pela situação em que o falante se encontra. Esses fatos contribuem para que frequentemente surjam frases muito simples, formadas por apenas uma palavra. Observe:
Rua!
Ai!
Essas palavras, dotadas de entoação própria, e acompanhadas de gestos peculiares, são suficientes para satisfazer suas necessidades expressivas.
Na língua escrita, a entoação é representada pelos sinais de pontuação, os quais procuram sugerir a melodia frasal. Desaparecendo a situação viva, o contexto é fornecido pelo próprio texto, o que acaba tornando necessário que as frases escritas sejam linguisticamente mais completas. Essa maior complexidade linguística leva a frase a obedecer as regras gerais da língua. Portanto, a organização e a ordenação dos elementos formadores da frase devem seguir os padrões da língua. Por isso é que:
As meninas estavam alegres.
constitui uma frase, enquanto:
Alegres meninas estavam as.
não é considerada uma frase da língua portuguesa.
Sujeito e predicado
Sujeito e predicado são os termos essenciais da oração. Enquanto o sujeito é aquele ou aquilo de que(m) se fala, o predicado é a informação dada sobre o sujeito.
Uma forma fácil de detectar esses termos nas orações é perguntando quem? e/ou o que?
Exemplo 1:
Os estudantes organizaram a homenagem.
Quem organizou a homenagem? Os estudantes, logo esse é o sujeito da oração.
O que foi feito? Organizaram a homenagem, logo esse é o predicado da oração.Exemplo 2:
O discurso foi modificado.
O que? “Algo” foi modificado. Essa é informação dada sobre algo, logo, esse é o predicado da oração.
O que foi modificado? O discurso. É do discurso de que se fala, logo esse é o sujeito da oração.Ordem do Sujeito na Oração
A ordem so sujeito na oração nem sempre é a mesma, podendo ocorrer de três maneiras:
Tipos Explicação Exemplos Forma direta quando o sujeito vem antes do predicado. Os formandos e os professores empenhados organizaram a festa. Ordem inversa quando o sujeito vem depois do predicado. Organizaram a festa os formandos e os professores empenhados. Meio do predicado quando o sujeito aparece no meio do predicado.
Empenhados, os formandos e os professores organizaram a festa
Substantivos: exercícios
Exercícios 1. Leia as frases abaixo e sublinhe todos os substantivos. Depois, classifique cada substantivo como comum, próprio, conc...
-
USO CORRETO DO “PARA EU”: Minha mãe comprou novos brinquedos para eu brincar. Façam silê...
-
Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Observe: Emprega-se o S : ...