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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

ONDE OU AONDE

 

Vamos aprender de uma vez as regras para usar o onde e o aonde?

Vamos às regras!

O onde possui noção de lugar, mas sempre no sentido estático, permanente, isto é, sem movimento.

Comumente utilizado como advérbio interrogativo (aquele que inicia uma pergunta) para saber a localização de algo ou de alguém. Também é muito usado como pronome relativo e pode ser substituído pelos termos “em que”, “no qual”, “na qual” sem alteração de sentido.

Vamos ver alguns exemplos:

Onde você está?

(Advérbio)

O local onde eu trabalho fica no centro da cidade.

O local em que eu trabalho fica no centro da cidade.

O aonde apresenta noção de movimento. Aonde não apresenta ideia de permanência, mas de movimento, transporte.

Diferente de “onde”, o “aonde” pode ser substituído por “a que”/ “ao qual”/ “à qual”.

Observe:

Aonde você o levou?

(Advérbio interrogativo)

O local aonde eu preciso ir fica no centro da cidade.

O local ao qual eu preciso ir fica no centro da cidade.

No lugar aonde cheguei faz calor.

No lugar a que cheguei faz calor.



Então, a regra é simples:




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VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS


As variações linguísticas reúnem as variantes da língua que foram criadas pelos homens e são reinventadas a cada dia.

Dessas reinvenções surgem as variações que envolvem diversos aspectos históricos, sociais, culturais, geográficos, entre outros.

No Brasil, é possível encontrar muitas variações linguísticas, por exemplo, na linguagem regional.



TIPOS E EXEMPLOS DE VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS

Há diversos tipos de variações linguísticas segundo o campo de atuação:

Variação geográfica ou diatópica

As variações geográficas naturalmente falam da diferença de linguagem devido à região. Essas diferenças tornam-se óbvias quando ouvimos um falante brasileiro, um angolano e um português conversando: nos três países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala.  Veja as variações entre o português do Brasil e de Portugal, chamadas de regionalismo:


 

 Contudo, não é preciso que a distância seja tão grande: dentro do próprio Brasil, vemos diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons, sotaques). Há diferenças entre a capital e as cidades do interior do mesmo estado. Observemos alguns exemplos de diferenças regionais:

“Mandioca”, “aipim” ou “macaxeira”? Os três nomes estão corretos, mas, dependendo da região do Brasil, você ouvirá com mais frequência um ou outro. O mesmo vale para a polêmica disputa entre “biscoito” e “bolacha”, que se estende para todo o território nacional.


Variação histórica ou diacrônica

Ela ocorre com o desenvolvimento da história, tal como o português medieval e o atual.

Exemplo de português arcaico


"Elípticos", "pega-la-emos" são formas que caíram em desuso.

As variações históricas tratam das mudanças ocorridas na língua com o decorrer do tempo. Algumas expressões deixaram de existir, outras novas surgiram e outras se transformaram com a ação do tempo.

Um clássico exemplo da língua portuguesa é o termo “você”: no português arcaico, a forma usual desse pronome de tratamento era “vossa mercê”, que, devido a variações inicialmente sociais, passou a ser mais usado frequentemente como “vosmecê”. Com o passar dos séculos, essa expressão reduziu-se ao que hoje falamos como “você”, que é a forma incorporada pela norma-padrão (visto que a língua adapta-se ao uso de seus falantes) e aceita pelas regras gramaticais. Em contextos informais, é comum ainda o uso da abreviação “” ou, na escrita informal, “vc” (lembrando que estas últimas formas não foram incorporadas pela norma-padrão, então não são utilizadas na linguagem formal).

Vossa mercê → Vosmecê → Você → Cê

Outras mudanças comuns são as de grafia, as quais as reformas ortográficas costumam regular. Assim, a partir de 2016, a palavra “consequência” passou a ser escrita sem trema, sendo que antes era escrita desta forma: “conseqüência”. Do mesmo modo, a palavra “fase” é hoje escrita com a letra f devido à reforma ortográfica de 1911, sendo que antes era escrita com ph: “phase”.

Conseqüência → Consequência

Phase → Fase

Vale, ainda, comentar a respeito de palavras que deixam de existir ou passam a existir. Isso acontece frequentemente com as gírias: se antes jovens costumavam dizer que algo era “supimpa” ou que “aquele broto é um pão”, hoje é mais comum ouvir deles que algo é “da hora” ou que “aquela mina é mó gata”.

 

Variação social ou diastrática

As variações sociais são as diferenças de acordo com o grupo social do falante. Embora tenhamos visto como as gírias variam histórica e geograficamente, no caso da variação social, a gíria está mais ligada à faixa etária do falante, sendo tida como linguagem informal dos mais jovens (ou seja, as gírias atuais tendem a ser faladas pelos mais novos).

Exemplo de variação diastrática

A linguagem técnica utilizada pelos médicos nem sempre é entendida pelos seus pacientes

 


Variação situacional ou diafásica

As variações estilísticas remetem ao contexto que exige a adaptação da fala ou ao estilo dela. Aqui entram as questões de linguagem formal e informal, adequação à norma-padrão ou despreocupação com seu uso. O uso de expressões rebuscadas e o respeito às normas-padrão do idioma remetem à linguagem tida como culta, que se opõe àquela linguagem mais coloquial e familiar. Na fala, o tom de voz acaba tendo papel importante também. Ocorre de acordo com o contexto, por exemplo, situações formais e informais. As gírias são expressões populares utilizadas por determinado grupo social.

Exemplo de gíria:

·         Gata ou gato = mulher bonita, homem bonito.

·          Baranga = mulher feia.

·         Coroa = pessoa idosa.

·         Corno = pessoa traída.

·         Magrela = bicicleta.

·         Abrir o jogo = contar a verdade.

·         Arrancar os cabelos = ficar desesperado.

·         Baixar a bola = ficar calmo.

A Língua Brasileira de Sinais (Libras) também tem as suas gírias:

Linguagem formal e informal


A linguagem formal e informal são duas variantes linguísticas que possuem o intuito de comunicar. No entanto, elas são utilizadas em contextos distintos.

Sendo assim, é muito importante saber diferenciar essas duas variantes para compreender seus usos em determinadas situações.

Quando falamos com amigos e familiares utilizamos a linguagem informal. Entretanto, se estamos numa reunião na empresa, numa entrevista de emprego ou escrevendo um texto, devemos utilizar a linguagem formal.


EXEMPLO DE LINGUAGEM FORMAL:

Doutor Armando seguiu até a esquina para encontrar o filho que chegava da escola, enquanto Maria, sua esposa, preparava o almoço.

Quando chegaram em casa, Armando e seu filho encontraram Dona Maria na cozinha preparando uma das receitas de família, o famoso bolo de fubá cremoso, a qual aprendera com sua avó Carmela.


EXEMPLO DE LINGUAGEM INFORMAL OU COLOQUIAL:

O Doutor Armando foi até a esquina esperá o filho que chegava da escola. Nisso, a Maria ficou em casa preparando o almoço.

Quando eles chegarão em casa a Maria tava na cozinha preparando a famosa receita da família boa pra caramba o bolo de fubá cremoso.


Preconceito linguístico

Tendo tantas variações e nuances, pudemos ver que cada contexto social traz naturalmente um modo mais ou menos adequado de expressão, sendo importante entender que as variações linguísticas existem para estabelecer uma comunicação adequada ao contexto pedido.

Apesar disso, as diversas maneiras de expressar-se ganham status de maior ou menor prestígio social baseado em uma série de preconceitos sociais: as variações linguísticas ligadas a grupos de maior poder aquisitivo, com algum tipo de status social, ou a regiões tidas como “desenvolvidas” tendem a ganhar maior destaque e preferência em relação às variedades linguísticas ligadas a grupos de menor poder aquisitivo, marginalizados, que sofrem preconceitos ou que são estigmatizados.

Desenvolve-se, assim, o preconceito linguístico, que se baseia em um sistema de valores que afirma que determinadas variedades linguísticas são “mais corretas” do que outras, gerando um juízo de valor negativo ao modo de falar diferente daqueles que se configuram como os “melhores”. O preconceito linguístico nada mais é do que a reprodução, no campo linguístico, de um sistema de valores sociais, econômicos e culturais.

No entanto, ao estudarmos as variações linguísticas, percebemos que não há uma única maneira de expressar-se e que, portanto, não há apenas um modo certo. A língua e sua expressão variam de acordo com uma série de fatores. Antes de tudo, ela deve cumprir seu papel de expressão, sendo compreendida pelos falantes e estando adequada aos contextos e às expectativas no ato da fala. Dessa forma, o ideal do preconceito linguístico, que gera juízo de valor às diferentes variações linguísticas, não deve ser alimentado.



fonte:
 https://mundoeducacao.uol.com.br/gramatica/variacoes-linguisticas.htm
https://www.todamateria.com.br/linguagem-formal-e-informal/

domingo, 19 de julho de 2020

ESTRUTURA DO VERBO


 




Os verbos, quando conjugados, são compostos por um radical, uma vogal temática, uma desinência modo-temporal e uma desinência número-pessoal, que se encontram estruturados na seguinte ordem:

radical + vogal temática + desinência modo-temporal + desinência número-pessoal

Radical

 

O RADICAL

É a parte menos variável do verbo, apresentando o seu significado lexical. 

 

And- é o radical do verbo andar.

Escrev- é o radical do verbo escrever.

Part- é o radical do verbo partir. 

 

VOGAL TEMÁTICA

Através da vogal temática é possível distinguir as três conjugações verbais.

Vogal temática -a- indica a 1.ª conjugação: amar, brincar, ensaiar, trabalhar, falar,…

Vogal temática -e- indica a 2.ª conjugação: saber, viver, caber, entreter, concorrer,…

Vogal temática -i- indica a 3.ª conjugação: sorrir, dormir, dividir, concernir, assistir,…

 

O TEMA

 

O radical e a vogal temática formam o tema. O tema é a parte do verbo à qual se juntam as desinências, possibilitando a flexão verbal.

 

DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS

 

As desinências modo-temporais indicam o modo e o tempo dos verbos.


DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DO INDICATIVO:

Pretérito perfeito: -ra- apenas para a 3.ª pessoa do plural.

Pretérito imperfeito: -va- para a os verbos da 1.ª conjugação

-ia- para os verbos da 2.ª e 3.ª conjugações.

Pretérito mais-que-perfeito: -ra- átona.

Futuro do presente: -ra- tônica e –re-

Futuro do pretérito: -ria-

DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DO SUBJUNTIVO:

Presente: -e- para a os verbos da 1.ª conjugação e -a- para os verbos da 2.ª e 3.ª conjugações.

Pretérito imperfeito: -sse-

Futuro: -r-
 
DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DAS FORMAS NOMINAIS:

Gerúndio: -ndo

Particípio: -do

            Infinitivo: -r

 

          DESINÊNCIAS NÚMERO-PESSOAIS

 

As desinências número-pessoais indicam o número e a pessoa verbal.

 

1.ª pessoa do singular: -o no presente do indicativo e –i no pretérito perfeito do indicativo e no futuro do presente.

2.ª pessoa do singular: -s e –ste no pretérito perfeito do indicativo.

3.ª pessoa do singular: -u no pretérito perfeito do indicativo.

1.ª pessoa do plural: -mos

2.ª pessoa do plural: -is, -stes no pretérito perfeito do indicativo e –des no futuro do subjuntivo, infinitivo pessoal e presente do indicativo de alguns verbos irregulares.

3.ª pessoa do plural: -m indicativo de nasalidade e –ão no futuro do presente.
 
Nota: Nem todas as formas verbais apresentam vogal temática e desinências.


PREPOSIÇÕES

PREPOSIÇÕES

 

Preposição é a palavra invariável que liga dois termos da oração, subordinando um ao outro.

Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são consideradas conectivos, ou seja, elementos de ligação entre termos oracionais. As preposições podem introduzir:

• Complementos verbais
• Complementos nominais
• Locuções adjetivas
• Locuções adverbiais
• Orações reduzidas

As preposições classificam-se em essenciais e acidentais:

1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.
Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob, até...

2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras funções morfológicas.
Exemplo: consoante, segundo, mediante, tirante, fora, malgrado...

Locução prepositiva

Chamamos de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais palavras que têm o valor de uma preposição.
A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Exemplos: por causa de, ao lado de, em virtude de, apesar de, acima de, junto de, a respeito de...

As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.
Exemplos: do (de + artigo o)
no (em + artigo o)
daqui (de + advérbio aqui)
daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)

Emprego das preposições

- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.
Ex.: Viajou de carro (relação de meio)
Saiu com os amigos. (relação de companhia)
Morreu de tuberculose. (relação de causa)
O carro de Joaquim é novo. (relação de posse)

- algumas preposições podem vir unidas a outras palavras. Temos combinação quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento fonético.
Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver perda fonética.

 

CONTRAÇÃO

COMBINAÇÃO

Do (de+o)

Ao (a+o)

Dum (de+um)

Aos (a+os)

Desta (de+esta)     

Aonde (a+onde)

No (em+o)

 

Neste (em+este)

 


- a preposição a pode se fundir com outro a, essa fusão é indicada pelo acento grave ( `), recebe o nome de crase.

Ex.: Fui à feira. (a+a)

- Na linguagem culta, não se deve fazer a contração da preposição de com o artigo que encabeça o sujeito de um verbo.

Está na hora de a criança dormir. (a criança é o sujeito do verbo dormir, por isso não podemos contrair a preposição de com o artigo a que encabeça o sujeito.

Essa regra vale também para construções com pronomes pessoais:
Está na hora de ele sair. (ele é sujeito do verbo sair, por isso não se pode contrair a preposição com o sujeito).

 

 

 PRINCIPAIS PREPOSIÇÕES E SUAS RELAÇÕES

Preposição é a palavra invariável que liga duas palavras ou orações, entre si – como se fosse uma ponte – estabelecendo entre elas certas relações: Casa de Luís (a preposição de indica uma relação de posse). Abaixo, as principais preposições e as suas relações:

A -----------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Conformidade: bife a cavalo.

Relação de Destino: daqui a Salvador é longe.

Relação de Direção: levantar as mãos aos céus.

Relação de Distância: cair a poucos metros do hospital.

Relação de Exposição: ficar ao sol, estar à sombra.

Relação de Instrumento: escrever a lápis, escrever à máquina.

Relação de Lugar: Ir a Santos. / Virar à esquerda.

Relação de Meio: abrir a porta a pontapés, ir a pé.

Relação de Modo: partir a galope, falar aos gritos, chegar aos prantos.

Relação de Proximidade: estar ao telefone, à janela.

Relação de Sucessão: dia a dia, um a um, pouco a pouco.

Relação de Tempo: Nasci a dois de fevereiro.

 

APÓS -------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Lugar: Permaneça na fila após o oitavo candidato.

Relação de Tempo: Logo após o almoço descansamos.

 

COM --------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Causa: assustar-se com o trovão.

Relação de Companhia: voltar com amigos de uma festa.

Relação de Instrumento: abrir a porta com a chave, riscar com o lápis.

Relação de Matéria: vinho se faz com uva.

Relação de Modo: andar com cuidado, trabalhar com capricho.

Relação de Oposição: lutar com as paixões, jogar com os argentinos.

 

DE -----------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Assunto: falar de futebol.

Relação de Causa: morrer de fome, tremer de medo / de frio.

Relação de Conteúdo: xícara de café.

Relação de Dimensão: prédio de dois andares.

Relação de Definição: homem de bem, pessoa de coragem.

Relação de instrumento: apanhar de cinta.

Relação de Lugar: vir de Madri, ver de perto.

Relação de Matéria: corrente de ouro, chapéu de palha.

Relação de Meio: viajar de avião, viver de ilusões.

Relação de Modo: olhar alguém de frente, ficar de cara feia.

Relação de Posse: casa de Luís, livro de Carlos

Observação: Em Português, a relação de posse é uma função adjetiva específica da preposição [de].

Relação de Preço: caderno de um real.

Relação de Qualidade: artigo de primeira.

Relação de Tempo: dormir de dia, espera de um mês.

 

EM -----------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Estado ou qualidade: ferro em brasa, televisor em cores.

Relação de Fim: vir em socorro, pedir em casamento.

Relação de lugar: ficar em casa, estar na cozinha.

Relação de Modo: ir em turma, viver em paz

Relação de Sucessão: de porta em porta.

Relação de tempo: chegar em duas horas.

 

PARA -------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Fim: nascer para o trabalho, vir para brincar.

Relação de Lugar: apontar o dedo para o céu, ir para o paraíso.

Relação de tempo: ter água para dois dias apenas.

 

POR --------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Causa: ser preso por vadiagem.

Relação de conformidade: tocar pela partitura.

Relação de favor: morrer pela pátria.

Relação de Medida: vender comida por quilo.

Relação de Meio: contar pelos dedos, enviar pelo correio.

Relação de Modo: chamar por ordem de chegada.

Relação de preço: comprar um livro por ninharia.

Relação de quantidade: perder pó 0 a 2.

Relação de substituição: deixar o certo pelo duvidoso.

Relação de tempo: estudar pela manhã, viver por toda a eternidade.

 

SOB ---------------------------------------------------------------------------------------

Relação de Lugar: ficar sob o viaduto, esconder-se sob a cama.

 

SOBRE --------------------------------------------------------------------------------

Relação de Assunto: falar sobre futebol.

Relação de Lugar: cair sobre o inimigo.

Exemplo: Saiu da sala (lugar) de costura (definição) e foi receber o sogro no (em + o) meio da sala (lugar) fazendo viravoltas com o chapéu de sol (matéria), com grande risco das jarras e do candelabro. (Machado de Assis) ®Sérgio.

 

 

 

 


sexta-feira, 15 de maio de 2020

NUMERAL

Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de elementos numa série.

Exemplos de numerais

  • Ontem, eu comprei duas blusas para mim.
  • Minha casa é a segunda casa do lado direito.
  • Você acredita que eu recebo o dobro no meu novo emprego?
  • Quero apenas metade desse sanduíche, por favor.
  • O semestre está quase acabando.

Classificação dos numerais

Os numerais são classificados em: numerais cardinais, numerais ordinais, numerais multiplicativos, numerais fracionários e numerais coletivos.

Numerais cardinais

Os numerais cardinais indicam a quantidade de seres ou coisas:

  • 1 - um;
  • 7 - sete,
  • 28 - vinte e oito;
  • 190 - cento e noventa;
  • 703 - setecentos e três;
  • 1000 - mil;
  • 2500 - dois mil e quinhentos;
  • 10 000 - dez mil;

Numerais ordinais

Os numerais ordinais indicam o número de ordem, posição ou lugar ocupado em uma série:

  • 1.º - primeiro;
  • 7.º - sétimo;
  • 15.º - décimo quinto;
  • 22.º - vigésimo segundo;
  • 50.º - quinquagésimo;
  • 100.º - centésimo;
  • 1000.º - milésimo;

Veja também: Outros exemplos de numerais ordinais.

Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos se referem ao número de vezes que uma determinada quantidade foi multiplicada, indicando um aumento proporcional dessa mesma quantidade:

  • duplo (2 vezes);
  • dobro (2 vezes);
  • triplo (3 vezes);
  • quádruplo (4 vezes);
  • quíntuplo (5 vezes);
  • décuplo (10 vezes);
  • cêntuplo (100 vezes);

Veja também: Exemplos de uso de numerais multiplicativos.

Numerais fracionários

Os numerais fracionários se referem ao fracionamento de uma unidade, de um todo, indicando assim suas frações, divisões e partes:

  • 1/2 - um meio;
  • 1/3 - um terço;
  • 2/6 - dois sextos;
  • 3/10 - três décimos;
  • 5/20 - cinco vinte avos;

Leia também: Lista de numerais fracionários.

Numerais coletivos

Os numerais coletivos se referem aos numerais que, no singular, indicam o conjunto de algo, definindo o número exato de seres que compõem esse conjunto:

  • dúzia (12);
  • cento (100);
  • dezena (10);
  • quinzena (15);
  • quarteirão (25);
  • biênio (2 anos);
  • novena (9 dias);
  • terceto (3 vozes);

Leia também: Lista de numerais coletivos.

Tabela de numerais

Na tabela está representada a escrita e a leitura de diversos numerais cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários.

CardinaisOrdinaisFracionáriosMultiplicativos
1 - um1.º - primeiro------
2 - dois2.º - segundo2 - meio2x - dobro
3 - três3.º - terceiro3 - terço3x - triplo
4 - quatro4.º - quarto4 - quarto4x - quádruplo
5 - cinco5.º - quinto5 - quinto5x - quíntuplo
6 - seis6.º - sexto6 - sexto6x - sêxtuplo
7 - sete7.º - sétimo7 - sétimo7x - sétuplo
8 - oito8.º - oitavo8 - oitavo8x - óctuplo
9 - nove9.º - nono9 - nono9x - nônuplo
10 - dez10.º - décimo10 - décimo10x - décuplo
20 - vinte20.º - vigésimo20 - vinte avos---
30 - trinta30.º - trigésimo30 - trinta avos---
40 - quarenta40.º - quadragésimo40 – quarenta avos---
50 - cinquenta50.º - quinquagésimo50 – cinquenta avos---
60 - sessenta60.º - sexagésimo60 – sessenta avos---
70 - setenta70.º - septuagésimo70 – setenta avos---
80 - oitenta80.º - octogésimo80 – oitenta avos---
90 - noventa90.º - nonagésimo90 – noventa avos---
100 - cem100.º - centésimo100 - centésimo100x - cêntuplo
200 - duzentos200.º - ducentésimo200 - duzentos avos---
300 - trezentos300.º - tricentésimo300 - trezentos avos---
400 - quatrocentos400.º - quadringentésimo400 - quatrocentos avos---
500 - quinhentos500.º - quingentésimo500 - quinhentos avos---
600 - seiscentos600.º - seiscentésimo600 - seiscentos avos---
700 - setecentos700.º - septingentésimo700 - setecentos avos---
800 - oitocentos800.º - octingentésimo800 - oitocentos avos---
900 - novecentos900.º - noningentésimo900 - novecentos avos
1000 - mil1000.º - milésimo1000 - milésimo---
1 000 000 - milhão1 000 000.º - milionésimo1 000 000 - milionésimo---
1 000 000 000 - bilhão1 000 000 000.º - bilionésimo1 000 000 000 - bilionésimo---

Flexão dos numerais

Alguns numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), outros são invariáveis.

Flexão dos numerais cardinais

Alguns numerais cardinais variam em gênero: um e uma, dois e duas, centenas a partir de duas: duzentos e duzentas, trezentos e trezentas, quatrocentos e quatrocentas,...

Alguns numerais cardinais variam em número: milhão e milhões, bilhão e bilhões, trilhão e trilhões.

Os restantes cardinais são invariáveis:

  • Vi quatro meninas entrando na loja.
  • Vi quatro meninos entrando na loja.
  • Estou precisando de vinte folhas.
  • Estou precisando de vinte lápis.

Flexão dos numerais ordinais

Os numerais ordinais variam em gênero e número:

  • Ele foi o primeiro.
  • Ela foi a primeira.
  • Eles foram os primeiros.
  • Elas foram as primeiras.

Flexão dos numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são invariáveis enquanto substantivos, mas variam em gênero e número enquanto adjetivos:

  • Essa nova situação tem o duplo da importância da situação anterior. (substantivo)
  • Essa nova situação tem dupla importância em relação à situação anterior. (adjetivo)

Flexão dos numerais fracionários

Os numerais fracionários variam em gênero e número conforme o numeral cardinal que os antecedem:

  • Comi um terço do chocolate.
  • Comi dois terços do chocolate.
  • Comi uma terça parte do chocolate.
  • Comi duas terças partes do chocolate.

Flexão dos numerais coletivos

Os numerais coletivos variam apenas em número:

  • Comprei uma dúzia de ovos no supermercado.
  • Comprei três dúzias de ovos no supermercado.

Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.

Artigos definidos determinam os substantivos: o garoto.
Artigos indefinidos indeterminam os substantivos: um garoto.

Quais são os artigos definidos?

Os artigos definidos são o, a, os, as. Determinam os substantivos de forma particular, objetiva e precisa, individualizando seres e objetos:

  • O vizinho ganhou a loteria.
  • A criança caiu na praça.

Emprego dos artigos definidos

Em alguns nomes de cidades, estados, países,…:

  • o Rio de Janeiro;
  • a Bahia;
  • a Alemanha;
  • o Canadá.

Em nomes de estações do ano:

  • o inverno;
  • o verão;
  • a primavera;
  • o outono.

Em nomes de pontos cardeais:

  • o norte;
  • o sul;
  • o leste;
  • o este.

Em nomes de feriados e datas comemorativas:

  • o Natal;
  • a Páscoa;
  • o Dia da Bandeira Nacional.

Em cognomes e títulos:

  • o senhor;
  • o doutor;
  • o professor;
  • a louca.

Em nomes próprios, transmitindo conhecimento e familiaridade:

  • o Paulo;
  • a Carla;
  • o Mateus.

Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.

Com pronomes possessivos:

  • o meu carro;
  • a nossa irmã;
  • o seu copo.

Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.

Com a palavra todos, para indicar uma totalidade:

  • todos os alunos;
  • todas as mães;
  • todos os entrevistados.

Após o numeral ambos:

  • ambos os amigos;
  • ambas as irmãs;
  • ambos os candidatos.

Quais são os artigos indefinidos?

Os artigos indefinidos são um, uma, uns, umas. Indeterminam os substantivos, caracterizando-os de forma vaga, imprecisa e generalizada, sem particularizar e individualizar seres e objetos:

  • Um vizinho ganhou a loteria.
  • Uma criança caiu na praça.

Emprego dos artigos indefinidos

Com números quando indica aproximação numérica:

  • umas quarenta;
  • uns cem.

Para enfatizar:

  • um verdadeiro amor;
  • um encanto.

Para comparar alguém com uma figura conhecida:

  • ela é uma rainha;
  • ele é um Dom Juan.

Para referir obras de um artista:

  • comprei um Miró;
  • um belíssimo Picasso.

Para indicar uma pessoa de uma família:

  • ele é um Brandão;
  • ela é uma Almeida.

Contração de artigos com preposições

Os artigos contraem-se com as preposições a, em, de e por.

Artigos definidos contraídos com preposições:

Preposição a

  • ao (a + o)
  • à (a + a)
  • aos (a + os)
  • às (a + as)

Preposição de

  • do (de + o)
  • da (de + a)
  • dos (de + os)
  • das (de + as)

Preposição em 

  • no (em + o)
  • na (em + a)
  • nos (em + os)
  • nas (em + as)

Preposição por

  • pelo (por + o)
  • pela (por + a)
  • pelos (por + os)
  • pelas (por + as)

Artigos indefinidos contraídos com preposições:

Preposição em

  • num (em + um)
  • numa (em + uma)
  • nuns (em + uns)
  • numas (em + umas)

Preposição de

  • dum (de + um)
  • duma (de + uma)
  • duns (de + uns)
  • dumas (de + umas)

Exemplos de contração de preposições com artigos:

  • Hoje de manhã, fui à feira e ao supermercado.
  • Do meu lado direito estava estacionado um carro amarelo.
  • Na rua onde moro, há um grande jardim.
  • A mãe distribuiu os bombons pelofilho e pela filha.
  • Estavam todos numa grande confusão.
  • Estou precisando duma cama confortável e de descanso!

Outras funções dos artigos

Além de definir e indefinir substantivos, indicando o gênero e número destes, os artigos possuem outras funções muito importantes, como a substantivação de palavras e a distinção entre palavras homônimas.

Função de substantivação

No processo de substantivação, os artigos criam substantivos a partir de outras classes gramáticas, transformando, por exemplo, adjetivos e verbos em substantivos.

  • Aquela menina tem um andar gracioso. (substantivação de um verbo)
  • O verde da água do lago é lindíssimo! (substantivação de um adjetivo)

Função de distinção entre homônimos

Relativamente à distinção entre substantivos homônimos, é através do artigo que se faz a distinção entre o feminino e o masculino da palavra e a consequente distinção entre seus significados.

  • Minha cabeça está doendo.
  • Tiago é o cabeça da turma.
  • O capital financeiro da empresa está em risco.
  • Brasília é a capital do Brasil.

Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Emprego de X e Ch

Emprega-se o  X:

1) Após um ditongo.

    Exemplos: caixa, frouxo, peixe

    Exceção: recauchutar e seus derivados

2) Após a sílaba inicial "en".

    Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca

    Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"

      Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)

3) Após a sílaba inicial "me-".

    Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão

    Exceção: mecha

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.

    Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu

5) Nas seguintes palavras:

    bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc.

Emprega-se o dígrafo Ch:

1) Nos seguintes vocábulos:

    bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.

terça-feira, 12 de maio de 2020


TRANSITIVIDADE VERBAL

Verbo transitivo

É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
As crianças
precisam
de carinho.
1
2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
O verbo transitivo pode ser:
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:

NÓS ESCUTAMOS NOSSA MÚSICA FAVORITA.

ESCUTAMOS= Verbo Transitivo Direto
NOSSA MÚSICA FAVORITA= objeto direto

b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição obrigatória.
Por Exemplo: 

EU GOSTO DE SORVETE 

GOSTO=  Verbo   transitivo Indireto
DE SORVETE= objeto indireto
de= preposição

c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente, ao mesmo tempo. Por Exemplo:

ELA CONTOU TUDO AO NAMORADO.
CONTOU= Verbo Transitivo Direto e Indireto
TUDO= objeto direto
AO NAMORADO=objeto indireto
a= preposição



VERBO INTRANSITIVO

É o verbo que não necessita de complemento para ter sentido completo. 

Exemplo:
a) Nossos padrinhos chegaram.
b) Os animais morreram de forme.
c) Os bebês nasceram.

quarta-feira, 6 de maio de 2020

O que é Concordância Verbal?

Você já sabe!  É uma relação gramatical harmônica que se estabelece entre os  verbos das orações e os sujeitos das mesmas, assim, acomodamos o verbo, tanto no que diz respeito ao número(singular ou plural) quanto  à pessoa(1ª, 2ª e 3ª) conforme o tipo de sujeito. Esta harmonização é denominada de concordância verbal.  O verbo se adapta ao sujeito.
Os Princípios Básicos da Concordância Verbal
Para compreender os princípios básicos da concordância verbal, o leitor terá que saber reconhecer o(s) núcleo(s) do sujeito(s) das orações (que são sempre substantivos, pronomes ou palavras substantivadas).  Caso contrário, terá problemas de concordância. 
Para compreender as regras de concordância, por vezes, é necessário saber os tipos de sujeito gramatical, de acordo com o núcleo. Recordemos:
  • Simples (com núcleo singular): 
  • a) O coração bateu-me muito. 
  • b)Coca-cola é isso aí.  
  • b)X é igual a Y.  
  • c)O quadrúpede é bípede. 
  •  Simples com núcleo plural
  •  a) os soldados vinham batendo o pé.  
  •  b)  As flores de plástico não morrem.
  • Compostos (de dois ou mais núcleos)
  • a) Raimundo e Curvelo me deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, outro da delação. 
  • b) Os homens e as mulheres trabalham.




Substantivos: exercícios

  Exercícios 1.     Leia as frases abaixo e sublinhe todos os substantivos. Depois, classifique cada substantivo como comum, próprio, conc...