Vamos
aprender de uma vez as regras para usar o onde e o aonde?
Vamos às regras!
O onde possui noção de lugar, mas sempre no sentido
estático, permanente, isto é, sem movimento.
Comumente utilizado como advérbio interrogativo (aquele
que inicia uma pergunta) para saber a localização de algo ou de alguém. Também
é muito usado como pronome relativo e pode ser substituído pelos
termos “em que”, “no qual”, “na qual” sem alteração de sentido.
Vamos ver alguns exemplos:
Onde você está?
(Advérbio)
O local onde eu trabalho fica no centro
da cidade.
O local em que eu trabalho fica no
centro da cidade.
O aonde apresenta noção de movimento. Aonde não
apresenta ideia de permanência, mas de movimento, transporte.
Diferente de “onde”, o “aonde” pode ser substituído por “a
que”/ “ao qual”/ “à qual”.
Observe:
Aonde você o levou?
(Advérbio interrogativo)
O local aonde eu preciso ir fica no
centro da cidade.
O local ao qual eu preciso ir fica no
centro da cidade.
As variações
linguísticas reúnem as variantes da língua que foram criadas pelos homens
e são reinventadas a cada dia.
Dessas
reinvenções surgem as variações que envolvem diversos aspectos históricos,
sociais, culturais, geográficos, entre outros.
No Brasil, é
possível encontrar muitas variações linguísticas, por exemplo, na linguagem
regional.
TIPOS E EXEMPLOS DE
VARIAÇÕES LINGUÍSTICAS
Há diversos tipos de variações linguísticas segundo o campo
de atuação:
Variação geográfica
ou diatópica
As variações geográficas naturalmente
falam da diferença de linguagem devido à região. Essas diferenças
tornam-se óbvias quando ouvimos um falante brasileiro, um angolano e
um português conversando:
nos três países, fala-se português, mas há diferenças imensas entre cada fala. Veja as variações entre o português do Brasil e de Portugal, chamadas de
regionalismo:
Contudo, não é preciso que a distância seja tão grande: dentro do
próprio Brasil, vemos diferenças de léxico (palavras) ou de fonemas (sons,
sotaques). Há diferenças entre a capital e as cidades do interior do mesmo
estado. Observemos alguns exemplos de diferenças regionais:
“Mandioca”, “aipim” ou “macaxeira”? Os três nomes estão
corretos, mas, dependendo da região do Brasil, você ouvirá com mais frequência
um ou outro. O mesmo vale para a polêmica disputa entre “biscoito” e “bolacha”,
que se estende para todo o território nacional.
Variação histórica ou diacrônica
Ela ocorre com o desenvolvimento da história, tal como o
português medieval e o atual.
Exemplo de português arcaico
"Elípticos",
"pega-la-emos" são formas que caíram em desuso.
As variações históricas tratam das mudanças ocorridas
na língua com o decorrer do tempo. Algumas expressões deixaram de existir,
outras novas surgiram e outras se transformaram com a ação do tempo.
Um clássico exemplo da língua portuguesa é o termo “você”: no português arcaico, a forma
usual desse pronome de tratamento era “vossa
mercê”, que, devido a variações inicialmente sociais, passou a ser mais
usado frequentemente como “vosmecê”.
Com o passar dos séculos, essa expressão reduziu-se ao que hoje falamos como “você”, que é a forma incorporada
pela norma-padrão (visto que a língua adapta-se ao uso de seus falantes) e
aceita pelas regras gramaticais. Em contextos informais, é comum ainda o uso da
abreviação “cê” ou, na escrita
informal, “vc” (lembrando que estas
últimas formas não foram incorporadas pela norma-padrão, então não
são utilizadas na linguagem formal).
Vossa mercê → Vosmecê
→ Você → Cê
Outras mudanças comuns são as de grafia, as quais as
reformas ortográficas costumam regular. Assim, a partir de 2016, a palavra “consequência” passou a ser escrita sem
trema, sendo que antes era escrita desta forma: “conseqüência”. Do mesmo modo, a palavra “fase” é hoje escrita com a letra f devido à reforma ortográfica de
1911, sendo que antes era escrita com ph: “phase”.
Conseqüência →
Consequência
Phase → Fase
Vale, ainda, comentar a respeito de palavras que deixam
de existir ou passam a existir. Isso acontece frequentemente com as gírias: se
antes jovens costumavam dizer que algo era “supimpa”
ou que “aquele broto é um pão”, hoje
é mais comum ouvir deles que algo é “da
hora” ou que “aquela mina é mó
gata”.
Variação social ou diastrática
As variações sociais são as diferenças de acordo com o
grupo social do falante. Embora tenhamos visto como as gírias variam
histórica e geograficamente, no caso da variação social, a gíria está mais
ligada à faixa etária do falante, sendo tida como linguagem informal
dos mais jovens (ou seja, as gírias atuais tendem a ser faladas pelos
mais novos).
Exemplo de variação diastrática
A linguagem técnica utilizada pelos
médicos nem sempre é entendida pelos seus pacientes
Variação
situacional ou diafásica
As variações estilísticas remetem ao contexto que
exige a adaptação da fala ou ao estilo dela. Aqui entram as questões
de linguagem formal e informal, adequação à norma-padrão ou despreocupação com
seu uso. O uso de expressões rebuscadas e o respeito às normas-padrão do idioma
remetem à linguagem tida como culta, que se opõe àquela linguagem mais
coloquial e familiar. Na fala, o tom de voz acaba tendo papel importante
também. Ocorre de acordo com o contexto, por exemplo, situações
formais e informais. As gírias são expressões populares utilizadas por
determinado grupo social.
Exemplo de gíria:
· Gata
ou gato = mulher bonita, homem bonito.
· Baranga
= mulher feia.
· Coroa
= pessoa idosa.
· Corno
= pessoa traída.
· Magrela
= bicicleta.
· Abrir
o jogo = contar a verdade.
· Arrancar
os cabelos = ficar desesperado.
· Baixar
a bola = ficar calmo.
A Língua
Brasileira de Sinais (Libras) também tem as suas gírias:
Linguagem formal e informal
A linguagem formal e informal são duas variantes
linguísticas que possuem o intuito de comunicar. No entanto, elas são
utilizadas em contextos distintos.
Sendo assim, é muito importante saber diferenciar essas duas
variantes para compreender seus usos em determinadas situações.
Quando falamos com amigos e familiares utilizamos a
linguagem informal. Entretanto, se estamos numa reunião na empresa, numa
entrevista de emprego ou escrevendo um texto, devemos utilizar a linguagem
formal.
EXEMPLO DE LINGUAGEM
FORMAL:
Doutor Armando seguiu até a esquina para encontrar o filho
que chegava da escola, enquanto Maria, sua esposa, preparava o almoço.
Quando chegaram em casa, Armando e seu filho encontraram
Dona Maria na cozinha preparando uma das receitas de família, o famoso bolo de
fubá cremoso, a qual aprendera com sua avó Carmela.
EXEMPLO DE LINGUAGEM
INFORMAL OU COLOQUIAL:
O Doutor Armando foi até a esquina esperá o filho que chegava da
escola. Nisso, a Maria ficouem casa preparando o almoço.
Quando eles chegarão em
casa a Maria tava na
cozinha preparando a famosa receita da família boa pra caramba o bolo de fubá cremoso.
Preconceito linguístico
Tendo tantas variações e nuances, pudemos ver que cada
contexto social traz naturalmente um modo mais ou menos adequado de expressão,
sendo importante entender que as variações linguísticas existem para
estabelecer uma comunicação adequada ao contexto pedido.
Apesar disso, as diversas maneiras de expressar-se ganham
status de maior ou menor prestígio social baseado em uma série de
preconceitos sociais: as variações linguísticas ligadas a grupos de maior poder
aquisitivo, com algum tipo de status social, ou a regiões tidas como
“desenvolvidas” tendem a ganhar maior destaque e preferência em relação às
variedades linguísticas ligadas a grupos de menor poder aquisitivo,
marginalizados, que sofrem preconceitos ou que são estigmatizados.
Desenvolve-se, assim, o preconceito linguístico, que se baseia em um sistema de
valores que afirma que determinadas variedades linguísticas são “mais
corretas” do que outras, gerando um juízo de valor negativo ao modo de
falar diferente daqueles que se configuram como os “melhores”. O
preconceito linguístico nada mais é do que a reprodução, no campo
linguístico, de um sistema de valores sociais, econômicos e culturais.
No entanto, ao estudarmos as variações linguísticas,
percebemos que não há uma única maneira de expressar-se e que,
portanto, não há apenas um modo certo. A língua e sua expressão variam de
acordo com uma série de fatores. Antes de tudo, ela deve cumprir seu papel
de expressão, sendo compreendida pelos falantes e estando adequada aos
contextos e às expectativas no ato da fala. Dessa forma, o ideal do preconceito
linguístico, que gera juízo de valor às diferentes variações
linguísticas, não deve ser alimentado.
Os verbos, quando conjugados, são compostos
por um radical, uma vogal temática, uma desinência modo-temporal e uma
desinência número-pessoal, que se encontram estruturados na seguinte ordem:
O radical e a vogal temática formam o tema. O
tema é a parte do verbo à qual se juntam as desinências, possibilitando a
flexão verbal.
DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS
As desinências modo-temporais indicam o modo
e o tempo dos verbos.
DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DO
INDICATIVO:
Pretérito
perfeito: -ra- apenas para a 3.ª pessoa do plural.
Pretérito
imperfeito: -va- para a os verbos da 1.ª conjugação
-ia-
para os verbos da 2.ª e 3.ª conjugações.
Pretérito
mais-que-perfeito: -ra- átona.
Futuro
do presente: -ra- tônica e –re-
Futuro
do pretérito: -ria-
DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DO SUBJUNTIVO:
Presente:
-e- para a os verbos da 1.ª
conjugação e -a- para os verbos da
2.ª e 3.ª conjugações.
Pretérito
imperfeito: -sse-
Futuro:
-r-
DESINÊNCIAS MODO-TEMPORAIS DAS FORMAS
NOMINAIS:
Gerúndio:
-ndo
Particípio: -do
Infinitivo: -r
DESINÊNCIAS NÚMERO-PESSOAIS
As
desinências número-pessoais indicam o número e a pessoa verbal.
1.ª
pessoa do singular: -o no presente do indicativo e –i no pretérito perfeito do
indicativo e no futuro do presente.
2.ª
pessoa do singular: -s e –ste no pretérito perfeito do indicativo.
3.ª
pessoa do singular: -u no pretérito perfeito do indicativo.
1.ª
pessoa do plural: -mos
2.ª
pessoa do plural: -is, -stes no pretérito perfeito do indicativo e –des no
futuro do subjuntivo, infinitivo pessoal e presente do indicativo de alguns
verbos irregulares.
3.ª pessoa
do plural: -m indicativo de nasalidade e –ão no futuro do presente.
Nota: Nem todas as formas verbais apresentam vogal temática e desinências.
Preposição é a palavra invariável que liga dois
termos da oração, subordinando um ao outro.
Sintaticamente, as preposições não exercem propriamente uma função: são
consideradas conectivos, ou seja, elementos de ligação entre termos
oracionais. As preposições podem introduzir:
As preposições classificam-se em essenciais e acidentais:
1. Preposição essencial: sempre funciona como preposição.
Exemplo: a, ante, de, por, com, em, sob,
até...
2. Preposição acidental: palavra que, além de preposição, pode assumir outras
funções morfológicas.
Exemplo: consoante, segundo, mediante,
tirante, fora, malgrado...
Locução prepositiva
Chamamos de locução prepositiva ao conjunto de duas ou mais palavras que têm o
valor de uma preposição.
A última palavra dessas locuções é sempre uma preposição.
Exemplos: por causa de, ao lado de, em
virtude de, apesar de, acima de, junto de, a respeito de...
As preposições podem combinar-se com outras classes gramaticais.
Exemplos: do (de + artigo o)
no (em + artigo o)
daqui (de + advérbio aqui)
daquele (de + o pronome demonstrativo aquele)
Emprego das preposições
- as preposições podem estabelecer variadas relações entre os termos que ligam.
Ex.: Viajou de carro (relação de
meio)
Saiu com os amigos. (relação de
companhia)
Morreu de tuberculose. (relação de
causa)
O carro de Joaquim é novo. (relação
de posse)
- algumas preposições podem vir unidas a outras palavras. Temos combinação
quando na junção da preposição com outra palavra não houver perda de elemento
fonético.
Temos contração quando na junção da preposição com outra palavra houver perda
fonética.
CONTRAÇÃO
COMBINAÇÃO
Do (de+o)
Ao (a+o)
Dum (de+um)
Aos (a+os)
Desta (de+esta)
Aonde (a+onde)
No (em+o)
Neste (em+este)
- a preposição a pode se fundir com outro a, essa fusão é indicada pelo acento
grave ( `), recebe o nome de crase.
Ex.: Fui à feira. (a+a)
- Na linguagem culta, não se deve fazer a contração da preposição de com
o artigo que encabeça o sujeito de um verbo.
Está na hora de a criança dormir. (a criança é o sujeito do verbo
dormir, por isso não podemos contrair a preposição de com o
artigo a que encabeça o sujeito.
Essa regra vale também para construções com pronomes pessoais:
Está na hora de ele sair. (ele é sujeito do verbo sair, por
isso não se pode contrair a preposição com o sujeito).
PRINCIPAIS
PREPOSIÇÕES E SUAS RELAÇÕES
Preposição é a palavra invariável que liga duas palavras
ou orações, entre si – como se fosse uma ponte – estabelecendo entre elas
certas relações: Casa de Luís (a preposição de indica uma
relação de posse). Abaixo, as principais preposições e as suas relações:
A -----------------------------------------------------------------------------------------
Relação
de Conformidade: bife a cavalo.
Relação
de Destino: daqui a Salvador é longe.
Relação
de Direção: levantar as mãos aos céus.
Relação
de Distância: cair a poucos metros do hospital.
Relação
de Exposição: ficar ao sol, estar à sombra.
Relação
de Instrumento: escrever a lápis, escrever à máquina.
Relação
de Lugar: Ir a Santos. / Virar à esquerda.
Relação
de Meio: abrir a porta a pontapés, ir a pé.
Relação
de Modo: partir a galope, falar aos gritos, chegar aos
prantos.
Relação
de Proximidade: estar ao telefone, à janela.
Relação
de Sucessão: dia a dia, um a um, pouco a pouco.
Relação
de Tempo: Nasci a dois de fevereiro.
APÓS -------------------------------------------------------------------------------------
Relação
de Lugar: Permaneça na fila após o oitavo candidato.
Relação
de Tempo: Logo após o almoço descansamos.
COM --------------------------------------------------------------------------------------
Relação
de Causa: assustar-se com o trovão.
Relação
de Companhia: voltar com amigos de uma festa.
Relação
de Instrumento: abrir a porta com a chave, riscar com o
lápis.
Relação
de Matéria: vinho se faz com uva.
Relação
de Modo: andar com cuidado, trabalhar com capricho.
Relação
de Oposição: lutar com as paixões, jogar com os argentinos.
DE -----------------------------------------------------------------------------------------
Relação
de Assunto: falar de futebol.
Relação
de Causa: morrer de fome, tremer de medo / de frio.
Relação
de Conteúdo: xícara de café.
Relação
de Dimensão: prédio de dois andares.
Relação
de Definição: homem de bem, pessoa de coragem.
Relação
de instrumento: apanhar de cinta.
Relação
de Lugar: vir de Madri, ver de perto.
Relação
de Matéria: corrente de ouro, chapéu de palha.
Relação
de Meio: viajar de avião, viver de ilusões.
Relação
de Modo: olhar alguém de frente, ficar de cara feia.
Relação
de Posse: casa de Luís, livro de Carlos
Observação: Em
Português, a relação de posse é uma função adjetiva específica da preposição
[de].
Relação de Preço: caderno de um real.
Relação de Qualidade: artigo de primeira.
Relação de Tempo: dormir de dia, espera de um mês.
EM -----------------------------------------------------------------------------------------
Relação
de Estado ou qualidade: ferro em brasa, televisor em cores.
Relação
de Fim: vir em socorro, pedir em casamento.
Relação
de lugar: ficar em casa, estar na cozinha.
Relação
de Modo: ir em turma, viver em paz
Relação
de Sucessão: de porta em porta.
Relação
de tempo: chegar em duas horas.
PARA -------------------------------------------------------------------------------------
Relação de Fim: nascer para o trabalho, vir para
brincar.
Relação
de Lugar: apontar o dedo para o céu, ir para o paraíso.
Relação
de tempo: ter água para dois dias apenas.
POR --------------------------------------------------------------------------------------
Relação de Causa: ser preso por vadiagem.
Relação de conformidade: tocar pela partitura.
Relação de favor: morrer pela pátria.
Relação de Medida: vender comida por quilo.
Relação de Meio: contar pelos dedos, enviar pelo
correio.
Relação de Modo: chamar por ordem de chegada.
Relação de preço: comprar um livro por ninharia.
Relação de quantidade: perder pó 0 a 2.
Relação de substituição: deixar o certo pelo
duvidoso.
Relação de tempo: estudar pela manhã, viver por toda
a eternidade.
SOB ---------------------------------------------------------------------------------------
Relação de Lugar: ficar sob o viaduto, esconder-se
sob a cama.
SOBRE --------------------------------------------------------------------------------
Relação de Assunto: falar sobre futebol.
Relação de Lugar: cair sobre o inimigo.
Exemplo: Saiu da sala (lugar) de costura
(definição) e foi receber o sogro no (em + o) meio da sala
(lugar) fazendo viravoltas com o chapéu de sol (matéria), com grande
risco das jarras e do candelabro. (Machado de Assis) ®Sérgio.
sexta-feira, 15 de maio de 2020
NUMERAL
Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de elementos numa série.
Exemplos de numerais
Ontem, eu comprei duas blusas para mim.
Minha casa é a segunda casa do lado direito.
Você acredita que eu recebo o dobro no meu novo emprego?
Quero apenas metade desse sanduíche, por favor.
O semestre está quase acabando.
Classificação dos numerais
Os numerais são classificados em: numerais cardinais, numerais ordinais, numerais multiplicativos, numerais fracionários e numerais coletivos.
Numerais cardinais
Os numerais cardinais indicam a quantidade de seres ou coisas:
1 - um;
7 - sete,
28 - vinte e oito;
190 - cento e noventa;
703 - setecentos e três;
1000 - mil;
2500 - dois mil e quinhentos;
10 000 - dez mil;
…
Numerais ordinais
Os numerais ordinais indicam o número de ordem, posição ou lugar ocupado em uma série:
Os numerais multiplicativos se referem ao número de vezes que uma determinada quantidade foi multiplicada, indicando um aumento proporcional dessa mesma quantidade:
Os numerais coletivos se referem aos numerais que, no singular, indicam o conjunto de algo, definindo o número exato de seres que compõem esse conjunto:
Na tabela está representada a escrita e a leitura de diversos numerais cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários.
Cardinais
Ordinais
Fracionários
Multiplicativos
1 - um
1.º - primeiro
---
---
2 - dois
2.º - segundo
2 - meio
2x - dobro
3 - três
3.º - terceiro
3 - terço
3x - triplo
4 - quatro
4.º - quarto
4 - quarto
4x - quádruplo
5 - cinco
5.º - quinto
5 - quinto
5x - quíntuplo
6 - seis
6.º - sexto
6 - sexto
6x - sêxtuplo
7 - sete
7.º - sétimo
7 - sétimo
7x - sétuplo
8 - oito
8.º - oitavo
8 - oitavo
8x - óctuplo
9 - nove
9.º - nono
9 - nono
9x - nônuplo
10 - dez
10.º - décimo
10 - décimo
10x - décuplo
20 - vinte
20.º - vigésimo
20 - vinte avos
---
30 - trinta
30.º - trigésimo
30 - trinta avos
---
40 - quarenta
40.º - quadragésimo
40 – quarenta avos
---
50 - cinquenta
50.º - quinquagésimo
50 – cinquenta avos
---
60 - sessenta
60.º - sexagésimo
60 – sessenta avos
---
70 - setenta
70.º - septuagésimo
70 – setenta avos
---
80 - oitenta
80.º - octogésimo
80 – oitenta avos
---
90 - noventa
90.º - nonagésimo
90 – noventa avos
---
100 - cem
100.º - centésimo
100 - centésimo
100x - cêntuplo
200 - duzentos
200.º - ducentésimo
200 - duzentos avos
---
300 - trezentos
300.º - tricentésimo
300 - trezentos avos
---
400 - quatrocentos
400.º - quadringentésimo
400 - quatrocentos avos
---
500 - quinhentos
500.º - quingentésimo
500 - quinhentos avos
---
600 - seiscentos
600.º - seiscentésimo
600 - seiscentos avos
---
700 - setecentos
700.º - septingentésimo
700 - setecentos avos
---
800 - oitocentos
800.º - octingentésimo
800 - oitocentos avos
---
900 - novecentos
900.º - noningentésimo
900 - novecentos avos
1000 - mil
1000.º - milésimo
1000 - milésimo
---
1 000 000 - milhão
1 000 000.º - milionésimo
1 000 000 - milionésimo
---
1 000 000 000 - bilhão
1 000 000 000.º - bilionésimo
1 000 000 000 - bilionésimo
---
Flexão dos numerais
Alguns numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), outros são invariáveis.
Flexão dos numerais cardinais
Alguns numerais cardinais variam em gênero: um e uma, dois e duas, centenas a partir de duas: duzentos e duzentas, trezentos e trezentas, quatrocentos e quatrocentas,...
Alguns numerais cardinais variam em número: milhão e milhões, bilhão e bilhões, trilhão e trilhões.
Os restantes cardinais são invariáveis:
Vi quatro meninas entrando na loja.
Vi quatro meninos entrando na loja.
Estou precisando de vinte folhas.
Estou precisando de vinte lápis.
Flexão dos numerais ordinais
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
Ele foi o primeiro.
Ela foi a primeira.
Eles foram os primeiros.
Elas foram as primeiras.
Flexão dos numerais multiplicativos
Os numerais multiplicativos são invariáveis enquanto substantivos, mas variam em gênero e número enquanto adjetivos:
Essa nova situação tem o duplo da importância da situação anterior. (substantivo)
Essa nova situação tem dupla importância em relação à situação anterior. (adjetivo)
Flexão dos numerais fracionários
Os numerais fracionários variam em gênero e número conforme o numeral cardinal que os antecedem:
Comi um terço do chocolate.
Comi dois terços do chocolate.
Comi uma terça parte do chocolate.
Comi duas terças partes do chocolate.
Flexão dos numerais coletivos
Os numerais coletivos variam apenas em número:
Comprei uma dúzia de ovos no supermercado.
Comprei três dúzias de ovos no supermercado.
Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.
Artigo. O que é um artigo no português?
Artigos são palavras que acompanham os substantivos, indicando o seu número (singular ou plural) e o seu gênero (masculino ou feminino). Podem ser classificados em artigos definidos e indefinidos.
Artigos definidos determinam os substantivos: o garoto. Artigos indefinidos indeterminam os substantivos: um garoto.
Quais são os artigos definidos?
Os artigos definidos são o, a, os, as. Determinam os substantivos de forma particular, objetiva e precisa, individualizando seres e objetos:
O vizinho ganhou a loteria.
A criança caiu na praça.
Emprego dos artigos definidos
Em alguns nomes de cidades, estados, países,…:
o Rio de Janeiro;
a Bahia;
a Alemanha;
o Canadá.
Em nomes de estações do ano:
o inverno;
o verão;
a primavera;
o outono.
Em nomes de pontos cardeais:
o norte;
o sul;
o leste;
o este.
Em nomes de feriados e datas comemorativas:
o Natal;
a Páscoa;
o Dia da Bandeira Nacional.
Em cognomes e títulos:
o senhor;
o doutor;
o professor;
a louca.
Em nomes próprios, transmitindo conhecimento e familiaridade:
o Paulo;
a Carla;
o Mateus.
Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.
Com pronomes possessivos:
o meu carro;
a nossa irmã;
o seu copo.
Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.
Com a palavra todos, para indicar uma totalidade:
todos os alunos;
todas as mães;
todos os entrevistados.
Após o numeral ambos:
ambos os amigos;
ambas as irmãs;
ambos os candidatos.
Quais são os artigos indefinidos?
Os artigos indefinidos são um, uma, uns, umas. Indeterminam os substantivos, caracterizando-os de forma vaga, imprecisa e generalizada, sem particularizar e individualizar seres e objetos:
Um vizinho ganhou a loteria.
Uma criança caiu na praça.
Emprego dos artigos indefinidos
Com números quando indica aproximação numérica:
umas quarenta;
uns cem.
Para enfatizar:
um verdadeiro amor;
um encanto.
Para comparar alguém com uma figura conhecida:
ela é uma rainha;
ele é um Dom Juan.
Para referir obras de um artista:
comprei um Miró;
um belíssimo Picasso.
Para indicar uma pessoa de uma família:
ele é um Brandão;
ela é uma Almeida.
Contração de artigos com preposições
Os artigos contraem-se com as preposições a, em, de e por.
Artigos definidos contraídos com preposições:
Preposição a
ao (a + o)
à (a + a)
aos (a + os)
às (a + as)
Preposição de
do (de + o)
da (de + a)
dos (de + os)
das (de + as)
Preposição em
no (em + o)
na (em + a)
nos (em + os)
nas (em + as)
Preposição por
pelo (por + o)
pela (por + a)
pelos (por + os)
pelas (por + as)
Artigos indefinidos contraídos com preposições:
Preposição em
num (em + um)
numa (em + uma)
nuns (em + uns)
numas (em + umas)
Preposição de
dum (de + um)
duma (de + uma)
duns (de + uns)
dumas (de + umas)
Exemplos de contração de preposições com artigos:
Hoje de manhã, fui à feira e ao supermercado.
Do meu lado direito estava estacionado um carro amarelo.
Na rua onde moro, há um grande jardim.
A mãe distribuiu os bombons pelofilho e pela filha.
Estavam todos numa grande confusão.
Estou precisando duma cama confortável e de descanso!
Outras funções dos artigos
Além de definir e indefinir substantivos, indicando o gênero e número destes, os artigos possuem outras funções muito importantes, como a substantivação de palavras e a distinção entre palavras homônimas.
Função de substantivação
No processo de substantivação, os artigos criam substantivos a partir de outras classes gramáticas, transformando, por exemplo, adjetivos e verbos em substantivos.
Aquela menina tem um andar gracioso. (substantivação de um verbo)
O verde da água do lago é lindíssimo! (substantivação de um adjetivo)
Função de distinção entre homônimos
Relativamente à distinção entre substantivos homônimos, é através do artigo que se faz a distinção entre o feminino e o masculino da palavra e a consequente distinção entre seus significados.
Minha cabeça está doendo.
Tiago é o cabeça da turma.
O capital financeiro da empresa está em risco.
Brasília é a capital do Brasil.
Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.
quarta-feira, 13 de maio de 2020
Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
1) Após um ditongo.
Exemplos: caixa, frouxo, peixe
Exceção: recauchutar e seus derivados
2) Após a sílaba inicial "en".
Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
3) Após a sílaba inicial "me-".
Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
Exceção: mecha
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.
É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem
sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse
verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos,
para adquirir sentido completo. Veja:
As crianças
precisam
de carinho.
1
2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
O
verbo transitivo pode ser:
a)
Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao
verbo diretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:
NÓS ESCUTAMOS NOSSA MÚSICA FAVORITA.
ESCUTAMOS=
Verbo Transitivo Direto
NOSSA MÚSICA FAVORITA=
objeto direto
b) Transitivo Indireto: é
quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição
obrigatória.
Por Exemplo:
EU GOSTO DE SORVETE
GOSTO= Verbo transitivo Indireto
DE SORVETE=
objeto indireto
de=
preposição
c)
Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação
contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente, ao mesmo
tempo. Por Exemplo:
ELA CONTOU TUDO AO NAMORADO.
CONTOU=
Verbo Transitivo Direto e Indireto
TUDO=
objeto direto
AO NAMORADO=objeto
indireto
a=
preposição
VERBO INTRANSITIVO
É o verbo que não necessita de complemento para ter sentido completo.
Exemplo:
a) Nossos padrinhos chegaram.
b) Os animais morreram de forme.
c) Os bebês nasceram.
quarta-feira, 6 de maio de 2020
O que é Concordância Verbal?
Você já sabe!
É uma relação gramatical harmônica que se estabelece entre os verbos das
orações e os sujeitos das mesmas, assim, acomodamos o verbo, tanto no que diz
respeito ao número(singular ou plural) quanto à pessoa(1ª, 2ª e 3ª)
conforme o tipo de sujeito. Esta harmonização é denominada de concordância
verbal. O verbo se adapta ao sujeito.
Os Princípios Básicos da Concordância Verbal
Para compreender os
princípios básicos da concordância verbal, o leitor terá que saber reconhecer
o(s) núcleo(s) do sujeito(s) das orações (que são sempre substantivos, pronomes
ou palavras substantivadas). Caso contrário, terá problemas de
concordância.
Para compreender as
regras de concordância, por vezes, é necessário saber os tipos de sujeito
gramatical, de acordo com o núcleo. Recordemos:
Simples (com núcleo singular):
a) Ocoração bateu-me muito.
b)Coca-colaé
isso aí.
b)Xé igual a Y.
c)O quadrúpede é bípede.
Simples
com núcleo plural –
a) os soldados vinham batendo o
pé.
b) As flores de plástico não morrem.
Compostos (de dois ou mais núcleos)
a) Raimundo e Curvelo
me deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, outro da delação.