sexta-feira, 15 de maio de 2020

NUMERAL

Numerais são palavras que indicam quantidades de pessoas ou coisas, bem como a ordenação de elementos numa série.

Exemplos de numerais

  • Ontem, eu comprei duas blusas para mim.
  • Minha casa é a segunda casa do lado direito.
  • Você acredita que eu recebo o dobro no meu novo emprego?
  • Quero apenas metade desse sanduíche, por favor.
  • O semestre está quase acabando.

Classificação dos numerais

Os numerais são classificados em: numerais cardinais, numerais ordinais, numerais multiplicativos, numerais fracionários e numerais coletivos.

Numerais cardinais

Os numerais cardinais indicam a quantidade de seres ou coisas:

  • 1 - um;
  • 7 - sete,
  • 28 - vinte e oito;
  • 190 - cento e noventa;
  • 703 - setecentos e três;
  • 1000 - mil;
  • 2500 - dois mil e quinhentos;
  • 10 000 - dez mil;

Numerais ordinais

Os numerais ordinais indicam o número de ordem, posição ou lugar ocupado em uma série:

  • 1.º - primeiro;
  • 7.º - sétimo;
  • 15.º - décimo quinto;
  • 22.º - vigésimo segundo;
  • 50.º - quinquagésimo;
  • 100.º - centésimo;
  • 1000.º - milésimo;

Veja também: Outros exemplos de numerais ordinais.

Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos se referem ao número de vezes que uma determinada quantidade foi multiplicada, indicando um aumento proporcional dessa mesma quantidade:

  • duplo (2 vezes);
  • dobro (2 vezes);
  • triplo (3 vezes);
  • quádruplo (4 vezes);
  • quíntuplo (5 vezes);
  • décuplo (10 vezes);
  • cêntuplo (100 vezes);

Veja também: Exemplos de uso de numerais multiplicativos.

Numerais fracionários

Os numerais fracionários se referem ao fracionamento de uma unidade, de um todo, indicando assim suas frações, divisões e partes:

  • 1/2 - um meio;
  • 1/3 - um terço;
  • 2/6 - dois sextos;
  • 3/10 - três décimos;
  • 5/20 - cinco vinte avos;

Leia também: Lista de numerais fracionários.

Numerais coletivos

Os numerais coletivos se referem aos numerais que, no singular, indicam o conjunto de algo, definindo o número exato de seres que compõem esse conjunto:

  • dúzia (12);
  • cento (100);
  • dezena (10);
  • quinzena (15);
  • quarteirão (25);
  • biênio (2 anos);
  • novena (9 dias);
  • terceto (3 vozes);

Leia também: Lista de numerais coletivos.

Tabela de numerais

Na tabela está representada a escrita e a leitura de diversos numerais cardinais, ordinais, multiplicativos e fracionários.

CardinaisOrdinaisFracionáriosMultiplicativos
1 - um1.º - primeiro------
2 - dois2.º - segundo2 - meio2x - dobro
3 - três3.º - terceiro3 - terço3x - triplo
4 - quatro4.º - quarto4 - quarto4x - quádruplo
5 - cinco5.º - quinto5 - quinto5x - quíntuplo
6 - seis6.º - sexto6 - sexto6x - sêxtuplo
7 - sete7.º - sétimo7 - sétimo7x - sétuplo
8 - oito8.º - oitavo8 - oitavo8x - óctuplo
9 - nove9.º - nono9 - nono9x - nônuplo
10 - dez10.º - décimo10 - décimo10x - décuplo
20 - vinte20.º - vigésimo20 - vinte avos---
30 - trinta30.º - trigésimo30 - trinta avos---
40 - quarenta40.º - quadragésimo40 – quarenta avos---
50 - cinquenta50.º - quinquagésimo50 – cinquenta avos---
60 - sessenta60.º - sexagésimo60 – sessenta avos---
70 - setenta70.º - septuagésimo70 – setenta avos---
80 - oitenta80.º - octogésimo80 – oitenta avos---
90 - noventa90.º - nonagésimo90 – noventa avos---
100 - cem100.º - centésimo100 - centésimo100x - cêntuplo
200 - duzentos200.º - ducentésimo200 - duzentos avos---
300 - trezentos300.º - tricentésimo300 - trezentos avos---
400 - quatrocentos400.º - quadringentésimo400 - quatrocentos avos---
500 - quinhentos500.º - quingentésimo500 - quinhentos avos---
600 - seiscentos600.º - seiscentésimo600 - seiscentos avos---
700 - setecentos700.º - septingentésimo700 - setecentos avos---
800 - oitocentos800.º - octingentésimo800 - oitocentos avos---
900 - novecentos900.º - noningentésimo900 - novecentos avos
1000 - mil1000.º - milésimo1000 - milésimo---
1 000 000 - milhão1 000 000.º - milionésimo1 000 000 - milionésimo---
1 000 000 000 - bilhão1 000 000 000.º - bilionésimo1 000 000 000 - bilionésimo---

Flexão dos numerais

Alguns numerais podem ser flexionados em gênero (masculino e feminino) e número (singular e plural), outros são invariáveis.

Flexão dos numerais cardinais

Alguns numerais cardinais variam em gênero: um e uma, dois e duas, centenas a partir de duas: duzentos e duzentas, trezentos e trezentas, quatrocentos e quatrocentas,...

Alguns numerais cardinais variam em número: milhão e milhões, bilhão e bilhões, trilhão e trilhões.

Os restantes cardinais são invariáveis:

  • Vi quatro meninas entrando na loja.
  • Vi quatro meninos entrando na loja.
  • Estou precisando de vinte folhas.
  • Estou precisando de vinte lápis.

Flexão dos numerais ordinais

Os numerais ordinais variam em gênero e número:

  • Ele foi o primeiro.
  • Ela foi a primeira.
  • Eles foram os primeiros.
  • Elas foram as primeiras.

Flexão dos numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são invariáveis enquanto substantivos, mas variam em gênero e número enquanto adjetivos:

  • Essa nova situação tem o duplo da importância da situação anterior. (substantivo)
  • Essa nova situação tem dupla importância em relação à situação anterior. (adjetivo)

Flexão dos numerais fracionários

Os numerais fracionários variam em gênero e número conforme o numeral cardinal que os antecedem:

  • Comi um terço do chocolate.
  • Comi dois terços do chocolate.
  • Comi uma terça parte do chocolate.
  • Comi duas terças partes do chocolate.

Flexão dos numerais coletivos

Os numerais coletivos variam apenas em número:

  • Comprei uma dúzia de ovos no supermercado.
  • Comprei três dúzias de ovos no supermercado.

Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.

Artigos definidos determinam os substantivos: o garoto.
Artigos indefinidos indeterminam os substantivos: um garoto.

Quais são os artigos definidos?

Os artigos definidos são o, a, os, as. Determinam os substantivos de forma particular, objetiva e precisa, individualizando seres e objetos:

  • O vizinho ganhou a loteria.
  • A criança caiu na praça.

Emprego dos artigos definidos

Em alguns nomes de cidades, estados, países,…:

  • o Rio de Janeiro;
  • a Bahia;
  • a Alemanha;
  • o Canadá.

Em nomes de estações do ano:

  • o inverno;
  • o verão;
  • a primavera;
  • o outono.

Em nomes de pontos cardeais:

  • o norte;
  • o sul;
  • o leste;
  • o este.

Em nomes de feriados e datas comemorativas:

  • o Natal;
  • a Páscoa;
  • o Dia da Bandeira Nacional.

Em cognomes e títulos:

  • o senhor;
  • o doutor;
  • o professor;
  • a louca.

Em nomes próprios, transmitindo conhecimento e familiaridade:

  • o Paulo;
  • a Carla;
  • o Mateus.

Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.

Com pronomes possessivos:

  • o meu carro;
  • a nossa irmã;
  • o seu copo.

Nota: O uso do artigo neste caso é facultativo.

Com a palavra todos, para indicar uma totalidade:

  • todos os alunos;
  • todas as mães;
  • todos os entrevistados.

Após o numeral ambos:

  • ambos os amigos;
  • ambas as irmãs;
  • ambos os candidatos.

Quais são os artigos indefinidos?

Os artigos indefinidos são um, uma, uns, umas. Indeterminam os substantivos, caracterizando-os de forma vaga, imprecisa e generalizada, sem particularizar e individualizar seres e objetos:

  • Um vizinho ganhou a loteria.
  • Uma criança caiu na praça.

Emprego dos artigos indefinidos

Com números quando indica aproximação numérica:

  • umas quarenta;
  • uns cem.

Para enfatizar:

  • um verdadeiro amor;
  • um encanto.

Para comparar alguém com uma figura conhecida:

  • ela é uma rainha;
  • ele é um Dom Juan.

Para referir obras de um artista:

  • comprei um Miró;
  • um belíssimo Picasso.

Para indicar uma pessoa de uma família:

  • ele é um Brandão;
  • ela é uma Almeida.

Contração de artigos com preposições

Os artigos contraem-se com as preposições a, em, de e por.

Artigos definidos contraídos com preposições:

Preposição a

  • ao (a + o)
  • à (a + a)
  • aos (a + os)
  • às (a + as)

Preposição de

  • do (de + o)
  • da (de + a)
  • dos (de + os)
  • das (de + as)

Preposição em 

  • no (em + o)
  • na (em + a)
  • nos (em + os)
  • nas (em + as)

Preposição por

  • pelo (por + o)
  • pela (por + a)
  • pelos (por + os)
  • pelas (por + as)

Artigos indefinidos contraídos com preposições:

Preposição em

  • num (em + um)
  • numa (em + uma)
  • nuns (em + uns)
  • numas (em + umas)

Preposição de

  • dum (de + um)
  • duma (de + uma)
  • duns (de + uns)
  • dumas (de + umas)

Exemplos de contração de preposições com artigos:

  • Hoje de manhã, fui à feira e ao supermercado.
  • Do meu lado direito estava estacionado um carro amarelo.
  • Na rua onde moro, há um grande jardim.
  • A mãe distribuiu os bombons pelofilho e pela filha.
  • Estavam todos numa grande confusão.
  • Estou precisando duma cama confortável e de descanso!

Outras funções dos artigos

Além de definir e indefinir substantivos, indicando o gênero e número destes, os artigos possuem outras funções muito importantes, como a substantivação de palavras e a distinção entre palavras homônimas.

Função de substantivação

No processo de substantivação, os artigos criam substantivos a partir de outras classes gramáticas, transformando, por exemplo, adjetivos e verbos em substantivos.

  • Aquela menina tem um andar gracioso. (substantivação de um verbo)
  • O verde da água do lago é lindíssimo! (substantivação de um adjetivo)

Função de distinção entre homônimos

Relativamente à distinção entre substantivos homônimos, é através do artigo que se faz a distinção entre o feminino e o masculino da palavra e a consequente distinção entre seus significados.

  • Minha cabeça está doendo.
  • Tiago é o cabeça da turma.
  • O capital financeiro da empresa está em risco.
  • Brasília é a capital do Brasil.

Créditos: Professora Flávia Neves /site norma culta.

quinta-feira, 14 de maio de 2020

Poema e poesia – Qual a diferença?

Apesar de muita gente entender a poesia e o poema como a mesma coisa, eles não são sinônimos, mesmo estando interligados.

Definição do dicionário

De acordo com o dicionário Aurélio, poesia é a “Arte de criar imagens, de sugerir emoções por meio de uma linguagem em que se combinam sons, ritmos e significados”, enquanto poema é “Obra em verso ou não em que há poesia”.

Poesia

Do grego poiesis, poesia, no sentido etimológico, significa “produção artística” ou ainda “criar” e “fazer”. Essa, portanto, está presente não apenas em poemas, mas também em objetos, paisagens e outras formas de expressão.

As poesias são caracterizadas pela utilização de recursos para expressar a linguagem de forma especial e diferente do normal, e provoca diversos efeitos de sentido naqueles que recebem a mensagem. É esta forma de escrita que é responsável por dar sentimento ao conteúdo descrito pelas palavras em obras. Graças à ela, os textos possuem emoções e transpassam aos leitores.

Dentre os recursos usados para causar efeitos e sensações em quem está lendo, estão os recursos sonoros, como por exemplo o ritmo, a rima, a aliteração, entre outros, e o uso da linguagem para sugerir imagens, como as metáforas e as personificações, por exemplo.

Poema

Os poemas são também poesias, mas usam a palavra como matéria prima. Trata-se de obras em verso, composições poéticas, ou ainda refere-se à arte de retratar no papel a poesia.

Estruturados em versos e estrofes, os poemas existem por si mesmos. Entenda o que são estrofes e versos, parte da estruturação dos poemas.

Estrofe

Uma estrofe é como chamamos cada uma das seções que constituem um poema. Esse é formado por alguns versos, e as estrofes são separadas em um poema por uma linha em branco.

Verso

Verso é como chamamos cada uma das linhas que compõe um poema, independentemente de estarem agrupadas ou não. Também chamamos de verso a forma de escrita que não é a prosa.

Exemplo de poema

Poema de sete faces – Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas pretas amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

 pretas amarelas.

Para que tanta perna, meu Deus, pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos , raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

quarta-feira, 13 de maio de 2020

Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs

Existem diversas formas para a representação do fonema /S/. Observe:

    Emprega-se o S:

    Nos substantivos derivados de verbos terminados em "andir", "ender", "verter" e "pelir"

    Exemplos:

      expandir- expansãopretender- pretensãoverter- versãoexpelir- expulsão
      estender- extensãosuspender- suspensãoconverter - conversãorepelir- repulsão

    Emprega-se Ç:

    Nos substantivos derivados dos verbos "ter" e "torcer"

    Exemplos:

      ater- atençãotorcer- torção
      deter- detençãodistorcer-distorção
      manter- manutençãocontorcer- contorção

    Emprega-se o X:

    Em alguns casos, a letra soa como Ss

    Exemplos:

      auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto, trouxe

    Emprega-se Sc:

    Nos termos eruditos

    Exemplos:

      acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc.

    Emprega-se :

    Na conjugação de alguns verbos

    Exemplos:

      nascer- nao, naa
      crescer- creo, crea
      descer- deo, dea

    Emprega-se  Ss:

    Nos substantivos derivados de verbos terminados em "gredir", "mitir", "meter", "ceder", "cutir" e "primir"

    Exemplos:

      agredir- agressão
      progredir- progressão

      demitir- demissão
      transmitir- transmissão

      remeter- remessa
      comprometer- compromisso

      ceder- cessão
      exceder- excesso

      discutir- discussão
      repercutir- repercussão

      imprimir- impressão
      reprimir- repressão

    Emprega-se o Xc e o Xs:

    Em dígrafos que soam como Ss

    Exemplos:

      exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar

Emprego das Letras G e J

Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem da palavra. Veja os exemplos:

    gesso: Origina-se do grego gypsos
    jipe: Origina-se do inglês jeep.

Emprega-se o G:

1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem

    Exemplos:  barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem

    Exceção: pajem

2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio

    Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio

3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g

    Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem), vertiginoso (de vertigem)4) Nos seguintes vocábulos:

    algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem.

Emprega-se o J:

    1)  Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear

      Exemplos:

      arranjar: arranjo, arranje, arranjem
      despejar:despejo, despeje, despejem
      gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando
      enferrujar: enferruje, enferrujem
      viajar: viajo, viaje, viajem (3ª pessoa do plural do presente do subjuntivo)

    2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica

      Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji

    3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j

    Exemplos:

      laranja- laranjeiraloja- lojistalisonja - lisonjeadornojo- nojeira
      cereja- cerejeiravarejo- varejistarijo- enrijecerjeito- ajeitar

    4) Nos seguintes vocábulos:

      berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, traje, pegajento

Emprego de X e Ch

Emprega-se o  X:

1) Após um ditongo.

    Exemplos: caixa, frouxo, peixe

    Exceção: recauchutar e seus derivados

2) Após a sílaba inicial "en".

    Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca

    Exceção: palavras iniciadas por "ch" que recebem o prefixo "en-"

      Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro), encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)

3) Após a sílaba inicial "me-".

    Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão

    Exceção: mecha

4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas aportuguesadas.

    Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu

5) Nas seguintes palavras:

    bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar, rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale, xingar, etc.

Emprega-se o dígrafo Ch:

1) Nos seguintes vocábulos:

    bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão, chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha, mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.

terça-feira, 12 de maio de 2020


TRANSITIVIDADE VERBAL

Verbo transitivo

É o verbo que vem acompanhado por complemento: quem sente, sente algo; quem revela, revela algo a alguém. O sentido desse verbo transita, isto é, segue adiante, integrando-se aos complementos, para adquirir sentido completo. Veja:
As crianças
precisam
de carinho.
1
2
1= Verbo Transitivo
2= Complemento Verbal (Objeto)
O verbo transitivo pode ser:
a) Transitivo Direto: é quando o complemento vem ligado ao verbo diretamente, sem preposição obrigatória.
Por Exemplo:

NÓS ESCUTAMOS NOSSA MÚSICA FAVORITA.

ESCUTAMOS= Verbo Transitivo Direto
NOSSA MÚSICA FAVORITA= objeto direto

b) Transitivo Indireto: é quando o complemento vem ligado ao verbo indiretamente, com preposição obrigatória.
Por Exemplo: 

EU GOSTO DE SORVETE 

GOSTO=  Verbo   transitivo Indireto
DE SORVETE= objeto indireto
de= preposição

c) Transitivo Direto e Indireto: é quando a ação contida no verbo transita para o complemento direta e indiretamente, ao mesmo tempo. Por Exemplo:

ELA CONTOU TUDO AO NAMORADO.
CONTOU= Verbo Transitivo Direto e Indireto
TUDO= objeto direto
AO NAMORADO=objeto indireto
a= preposição



VERBO INTRANSITIVO

É o verbo que não necessita de complemento para ter sentido completo. 

Exemplo:
a) Nossos padrinhos chegaram.
b) Os animais morreram de forme.
c) Os bebês nasceram.


Uso do S e do Z

O emprego das letras S e Z pode levantar uma série de dúvidas. Isso acontece principalmente porque há palavras que são escritas com S, mas tem som de Z. Para te ajudar nisso, o Literalmente Português tem para você as regras, seguidas de exemplos e exercícios. Vamos começar?

Quando usar S

1. Nas palavras derivadas de outra que seja escrita com S.
Exemplos:

asinha - asa
atraso - atrasar
frasal – frase
paralisação - paralisar
pesado - peso



2. Nas palavras cujos sufixos indiquem nacionalidade, origem ou título (-ês, -esa), adjetivo (-ense, -oso, -osa) ou ocupação feminina (-isa).
Exemplos:

português, portuguesa
camponês, camponesa
espalhafatoso – espalhafatosa
duquesa
poetisa


3. Depois de ditongo.
Exemplos:

coisa
faisão
maisena
Neusa
repouso


4. Nas palavras que decorrem da conjugação dos verbos pôr e querer.
Exemplos:
Eu pus.
Se eu pusesse.
Quando eu quiser.
Eles quiseram.
Se eu quisesse.

Quando usar Z

1. Nas palavras derivadas de outra que seja escrita com Z.
Exemplos:
deslize - deslizar
enraizado - raiz
gozo - gozar
realização - realizar
vizinhança – vizinho

2. Nas palavras cujos sufixos -ez, -eza formem substantivos abstratos a partir de adjetivos.
Exemplos:
sensatez
timidez
dureza
grandeza
moleza

3. Nas palavras cujo sufixo -izar forme verbos.
Exemplos:
atualizar
canalizar
economizar
eternizar
simbolizar

4. Nas palavras cujo sufixo -ização forme substantivos.
Exemplos:
atualização
colonização
modernização
realização
utilização

segunda-feira, 11 de maio de 2020


 CONOTAÇÃO E DENOTAÇÃO

Créditos: blog da professora Flor

A língua portuguesa é rica, interessante, criativa e versátil, encontrando-se em constante evolução. As palavras não apresentam apenas um significado objetivo e literal, mas sim uma variedade de significados, mediante o contexto em que ocorrem e as vivências e conhecimentos das pessoas que as utilizam.

As variações nos significados das palavras ocasionam o sentido denotativo (denotação) e o sentido conotativo (conotação) das palavras.

sentido conotativo é também conhecido como sentido figurado. No sentido conotativo a palavra ganha um novo significado e é atribuída a um novo contexto, diferente do seu original.
sentido denotativo é também conhecido como sentido próprio ou literal. O sentido denotativo é a palavra com seu significado original, isto é, aquele significado que está no dicionário, por exemplo.

Exemplos de variação no significado das palavras:

  • Os domadores conseguiram enjaular a fera. (sentido denotativo)
  • Ele ficou uma fera quando soube da notícia. (sentido conotativo)
  • Aquela aluna é fera na matemática. (sentido conotativo)

Outros exemplos:

Exemplos com sentido conotativo

  • Você é o meu sol!
  • Minha vida é um mar de tristezas.
  • Você tem um coração de pedra!

Exemplos com sentido denotativo

  • O elefante é um mamífero.
  • Já li esta página do livro.
  • A empregada limpou a casa.

 LINGUAGEM VERBAL, NÃO VERBAL E MISTA

A Linguagem está relacionada a fenômenos comunicativos; onde há comunicação, há linguagem. Podemos usar inúmeros tipos de linguagens para estabelecermos atos de comunicação, tais como: sinais, símbolos, sons, gestos e regras com sinais convencionais (linguagem escrita e linguagem mímica, por exemplo). Assim, a linguagem está dividida em três tipos distintos: a linguagem verbal, a não verbal e a mista.

Linguagem Verbal

   Linguagem verbal é o uso da escrita ou da fala por meio de comunicação.
        Exemplo:
                       


Linguagem Não Verbal

   Linguagem não verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, gestos como meio  de comunicação. 
    Exemplo:



Linguagem Mista

 A linguagem mista pode ser verbal e não-verbal ao mesmo tempo, como nos casos das charges, cartoons e etc.
 Exemplo:


quarta-feira, 6 de maio de 2020

O que é Concordância Verbal?

Você já sabe!  É uma relação gramatical harmônica que se estabelece entre os  verbos das orações e os sujeitos das mesmas, assim, acomodamos o verbo, tanto no que diz respeito ao número(singular ou plural) quanto  à pessoa(1ª, 2ª e 3ª) conforme o tipo de sujeito. Esta harmonização é denominada de concordância verbal.  O verbo se adapta ao sujeito.
Os Princípios Básicos da Concordância Verbal
Para compreender os princípios básicos da concordância verbal, o leitor terá que saber reconhecer o(s) núcleo(s) do sujeito(s) das orações (que são sempre substantivos, pronomes ou palavras substantivadas).  Caso contrário, terá problemas de concordância. 
Para compreender as regras de concordância, por vezes, é necessário saber os tipos de sujeito gramatical, de acordo com o núcleo. Recordemos:
  • Simples (com núcleo singular): 
  • a) O coração bateu-me muito. 
  • b)Coca-cola é isso aí.  
  • b)X é igual a Y.  
  • c)O quadrúpede é bípede. 
  •  Simples com núcleo plural
  •  a) os soldados vinham batendo o pé.  
  •  b)  As flores de plástico não morrem.
  • Compostos (de dois ou mais núcleos)
  • a) Raimundo e Curvelo me deram o primeiro conhecimento, um da corrupção, outro da delação. 
  • b) Os homens e as mulheres trabalham.




Substantivos: exercícios

  Exercícios 1.     Leia as frases abaixo e sublinhe todos os substantivos. Depois, classifique cada substantivo como comum, próprio, conc...