quinta-feira, 17 de setembro de 2020

 

REGÊNCIA VERBAL E REGÊNCIA NOMINAL

 

A regência verbal e a regência nominal ocorrem entre os diferentes termos de uma oração. Ocorre regência quando há um termo regente que apresenta um sentido incompleto sem o termo regido, ou seja, sem o seu complemento.

O que é regência verbal?

A regência verbal indica a relação que um verbo (termo regente) estabelece com o seu complemento (termo regido) através do uso ou não de uma preposição. Na regência verbal os termos regidos são o objeto direto (sem preposição) e o objeto indireto (preposicionado).

EXEMPLOS DE REGÊNCIA VERBAL PREPOSICIONADA

 

a)    assistir a;

b)    obedecer a;

c)    avisar a;

d)    agradar a;

e)    morar em;

f)     apoiar-se em;

g)    transformar em;

h)   morrer de;

i)     constar de;

j)      sonhar com;

k)    indignar-se com;

l)     ensaiar para;

m)  apaixonar-se por;

n)   cair sobre.

 

REGÊNCIA VERBAL SEM PREPOSIÇÃO

Os verbos transitivos diretos apresentam um objeto direto como termo regido, não sendo necessária uma preposição para estabelecer a regência verbal. 

Exemplos de regência verbal sem preposição:

 

a)    Você já fez os deveres?                             

b)    Eu quero um carro novo.                  

c)    A criança bebeu o suco.

 

OBJETO DIRETO: Os deveres, um carro novo, o suco

O objeto direto responde, principalmente, às perguntas o quê? e quem?, indicando o elemento que sofre a ação verbal.

 

REGÊNCIA VERBAL COM PREPOSIÇÃO

 

Os verbos transitivos indiretos apresentam um objeto indireto como termo regido, sendo obrigatória a presença de uma preposição para estabelecer a regência verbal. 

Exemplos de regência verbal com preposição:

                                                                                                            

a)  O funcionário não se lembrou da reunião.                

b)  Ninguém simpatiza com ele.                                      

c)  Você não respondeu à minha pergunta.            

 

OBJETO INDIRETO: Da reunião, com ele, à minha pergunta.

 

 

O objeto indireto responde, principalmente, às perguntas de quê? para quê? de quem? para quem? em quem?, indicando o elemento ao qual se destina a ação verbal.

 

 

 

O que é regência nominal?

A regência nominal indica a relação que um nome (termo regente) estabelece com o seu complemento (termo regido) através do uso de uma preposição.

EXEMPLOS DE REGÊNCIA NOMINAL

 

a)    favorável a;

b)    apto a;

c)    livre de;

d)    sedento de;

e)    intolerante com;

f)     compatível com;

g)    interesse em;

h)   perito em;

i)     mau para;

j)      pronto para;

k)    respeito por;

l)     responsável por

 

REGÊNCIA NOMINAL COM PREPOSIÇÃO

A regência nominal ocorre quando um nome necessita obrigatoriamente de uma preposição para se ligar ao seu complemento nominal.

EXEMPLOS DE REGÊNCIA NOMINAL COM PREPOSIÇÃO:

a)    Sempre tive muito medo de baratas.           

b)    Seu pai está furioso com você!                   

c)    Sinto-me grato a todos.

 

COMPLEMENTO NOMINAL:  De baratas, com você, a todos.

 

 

PREPOSIÇÕES USADAS NA REGÊNCIA NOMINAL

Também na regência nominal as preposições podem ser usadas na sua forma simples e contraídas ou combinadas com artigos e pronomes.

As preposições mais utilizadas na regência nominal são, também: a, de, com, em, para, por.

a)    Preposição a: anterior a, contrário a, equivalente a,...

b)    Preposição de: capaz de, digno de, incapaz de,...

c)    Preposição com: impaciente com, cuidadoso com, descontente com,...

d)    Preposição em: negligente em, versado em, parco em,...

e)    Preposição para: essencial para, próprio para, apto para,...

f)     Preposição por: admiração por, ansioso por, devoção por,...

 

PARA EU OU PARA MIM?

 



                                             USO CORRETO DO “PARA EU”:

Minha mãe comprou novos brinquedos para eu brincar.

Façam silêncio para eu falar!

Nos dois exemplos acima, o pronome pessoal do caso reto “eu” foi empregado antes dos verbos “brincar” e “falar”, que estão na forma nominal infinitivo. A dica é: antes de um verbo que expresse uma ação, o sujeito será o “eu”, não o “mim”, mesmo porque eu faço e não mim faz.


USO CORRETO DO “PARA MIM”:

Para mim, jogar bola é mais divertido do que jogar videogame.

Será que você pode comprar um chocolate para mim?

Nos dois exemplos acima, o pronome oblíquo tônico “mim” está precedido por uma preposição, no caso, “para”. Lembre-se de que o “mim” não pode ser empregado antes de um verbo que indique ação, mesmo porque o “mim” não pode ser sujeito nessa situação.

Existe uma construção em que o “mim” aparece antes de um verbo, por exemplo: “Para mim, jogar futebol é uma terapia”. Mas você deve ter observado que existe uma pausa, provocada pelo uso da vírgula, antes do verbo “jogar”, situação em que o “mim” é permitido.

Viu só? Nem é tão complicado assim! Agora que você já sabe, fique atento ao uso correto dos termos estudados e bons estudos!





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  Exercícios 1.     Leia as frases abaixo e sublinhe todos os substantivos. Depois, classifique cada substantivo como comum, próprio, conc...